Diferença de preços entre supermercados chega a 277%


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HORA DE PESQUISAR - A dona de casa Maria Aparecida Pereira durante compra no supermercado Irmãos Patrocínio: “Não pesquiso muito, principalmente se for comprar apenas verduras”. Segundo economista Hélio Braga, pesquisar é
HORA DE PESQUISAR - A dona de casa Maria Aparecida Pereira durante compra no supermercado Irmãos Patrocínio: “Não pesquiso muito, principalmente se for comprar apenas verduras”. Segundo economista Hélio Braga, pesquisar é
Pesquisar ainda é a melhor forma de economizar na hora de ir às compras. Levantamento realizado pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) em 11 supermercados da cidade aponta que o mesmo produto pode ter diferença de até 50% de um estabelecimento para outro. Em se tratando de hortifrutis, as variações são ainda maiores. A grande vilã da temporada é a alface, cuja oscilação de preço chega a 277%. Na pesquisa, realizada no último dia 15, o instituto verificou os preços de 69 itens entre carnes, matinais, enlatados, frios e laticínios, verduras e legumes, produtos de limpeza, higiene e bebidas e fez a comparação. Na lista, os hortifrutis são os produtos que apresentam a maior variação. A batata, por exemplo, pode ser encontrada entre R$ 0,67 e R$ 1,69 o quilo, uma variação de 152%. O tomate também figura entre as grandes diferenças de preço e custa entre R$ 0,65 e R$ 1,59. Já alface americana, apresenta diferença de até 277%. Em um supermercado, o maço sai por R$ 0,58; em outro, R$ 2,17. Os itens essenciais da cesta básica; o arroz, o macarrão e o açúcar também apresentam grandes diferenças de preços. Para se ter uma idéia, o arroz de uma mesma marca custa R$ 7,99 em um estabelecimento e R$ 5,49 em outro. De acordo com o economista Hélio Braga Filho, a variação de preços no fim de ano é comum. “Não temos um estudo sobre esse fenômeno, mas envolve questões do próprio supermercado. A margem de lucro é um exemplo”. Para a professora Rita Costa não compensa andar muito para comprar hortifrutis, por exemplo. “Vejo que há diferenças, mas se for para comprar apenas um produto não vale a pena sair procurando”. A dona de casa Maria Aparecida Pereira também não faz pesquisa. “Me acostumei a comprar no mesmo lugar e só vou em outro se a diferença for muito grande”. O economista concorda com as consumidoras. “Se for apenas por centavos não paga o combustível. Mas, se a quantidade de produtos for grande, a pesquisa tem de ser feita. Não há outra saída para economizar”.

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