Os agricultores do assentamento do MST (Movimento dos Sem-Terra) de Restinga aprenderão a aproveitar melhor a terra. O Programa Produzindo Melhor no Campo, do Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo), capacitará 710 agricultores assentados e 60 técnicos de 21 municípios em atividades de geração de renda com sustentabilidade. O assentamento de Restinga, que em janeiro completa dez anos, faz parte do grupo de beneficiados.
Além da idade do assentamento, que foi um dos critérios para a entrada no programa, os itens renda e diversidade de cultura agrícola pesaram no momento da escolha. Os assentamentos que demonstraram renda bruta abaixo da média da região e aqueles com pequena diversidade de produção serão beneficiados com o treinamento no primeiro trimestre de 2008.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Justiça e da Defesa da Cidadania, o programa ajudará os agricultores a diagnosticar, planejar e gerir a sua terra e também a diversificar a produção e encontrar novas alternativas para a geração de renda. “A idéia é dar autonomia de gestão ao empreendimento, incentivar o desenvolvimento da agricultura familiar e de processos artesanais, além de estimular a participação de mulheres e jovens na atividade produtiva”, disse por meio da assessoria, Fernando Guarnieri, diretor adjunto de Formação, Pesquisa e Promoção Institucional do Itesp.
Com o programa, os assentados terão a oportunidade de melhorar o nível de renda e qualidade de vida. O programa prevê investimento total de R$ 728 mil.
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