Não foram poucos os momentos memoráveis - e os micos - nas novelas deste ano. Para apontar os destaques das tramas em 2007, a reportagem ouviu especialistas. Eles elegeram os melhores vilões, mocinhos, casal e núcleo, entre outros quesitos. Entraram na disputa O Profeta (Globo), Eterna Magia (Globo), Desejo Proibido (Globo), Pé na Jaca (Globo), Sete Pecados (Globo), Paraíso Tropical (Globo), Duas Caras (Globo), Vidas Opostas (Record), Luz do Sol (Record), Amor e Intrigas (Record), Caminhos do Coração (Record), Dance Dance Dance (Band), Maria Esperança (SBT) e Amigas e Rivais (SBT).
O executivo Olavo Novaes (Wagner Moura) de Paraíso Tropical foi apontado como o melhor vilão. “Não desfazendo do Jacson [Heitor Martinez] e do Nogueira [Marcelo Serrado] de Vidas Opostas, mas o Olavo foi muito bem interpretado e construído por Wagner Moura”, diz Nilson Xavier, criador do site www.teledramaturgia.com.br. “Moura tem o poder de convencer em qualquer papel”, fala Elmo Francfort, pesquisador e diretor de comunicação da Pró - TV/Museu da TV.
Entre as mulheres, Taís (Alessandra Negrini) de Paraíso ficou com o título. “Ela foi vilã do começo ao fim e, com apenas um olhar, era possível distinguir se a Alessandra estava encarnando a gêmea boa ou má”, diz Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia.
Já na escolha da mocinha, uma surpresa: a eleita foi Bebel (Camila Pitanga), que começou Paraíso como vilã. “A garota de programa que armava perdeu espaço, e uma mulher com um quê de humor e humanidade tomou conta de Bebel”, diz Eurico Neiva, pesquisador de teledramaturgia.
Miguel (Leo Rosa) de Vidas Opostas foi escolhido como o melhor mocinho. “O Miguel era o único que reunia todas as características de um mocinho padrão. O Daniel [Fábio Assunção] de Paraíso não aparecia, e o Dante [Reynaldo Gianecchini] de Sete Pecados é um chato”, diz Xavier. O título de casal do ano, claro, ficou com Bebel e Olavo. “Eles foram perfeitos. Atuaram muito bem, criaram uma empatia enorme com o telespectador e mantiveram uma química perfeita na TV”, fala Mayer.
Entre os diversos núcleos, venceu o do morro do Torto de Vidas Opostas. “Foi inovador. Nunca a favela havia sido retratada de maneira tão realista”, diz Xavier.
Os desfechos de Vidas Opostas e de Paraíso empataram no quesito melhor final. O último capítulo da novela da Globo foi lembrado como o mais surpreendente porque revelou, além da identidade do assassino de Taís, que Antenor (Tony Ramos) era o verdadeiro pai de Ivan (Bruno Gagliasso). Já Vidas foi apontada pela emoção do último capítulo: Jacson morreu nos braços da amada, Joana (Maytê Piragibe), e a comunidade do Torto lutou contra os traficantes.
ENQUETE DO COMÉRCIO
O Comércio da Franca também quer ser saber quem são os melhores do ano, na opinião dos francanos. Para votar basta acessar o site www.comerciodafranca.com.br e clicar no link “Melhores e Piores de 2007”. O resultado será publicado no dia primeiro de janeiro.
Os internautas poderão votar nas categorias de melhor e pior cantor (a) ou banda do ano; melhor e pior programa de TV e melhor e pior novela de 2007.
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