Significado do Dia de Reis


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N o dia 6 de janeiro a Igreja celebra a festa da manifestação do Senhor (Epifania). O Catecismo da Igreja nos ensina que “a Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo. Com o Batismo de Jesus no Jordão e com as bodas de Caná, ela celebra a adoração de Jesus pelos magos vindos do Oriente” (Mt 2,1). A ida dos magos a Jerusalém para “prestar homenagem ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, aquele que será o Rei das nações. Significa que os pagãos só podem descobrir a Jesus e adorá-lo como Filho de Deus e Salvador do mundo voltando-se para os judeus (Jo 4,22) e recebendo deles a sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Igreja nos ensina que em primeiro lugar Jesus Menino se apresentou a seu povo judeu na figura dos Pastores de Belém que, avisados pelos Anjos, foram adorar o Deus Menino em Belém. Em seguida, Ele quis se manifestar (Epifania) aos pagãos, para mostrar que veio para reinar sobre toda a humanidade e salvar a todos. Os pagãos estão representados nos misteriosos Reis Magos, que deviam ser reis de cidades orientais, como havia muitos antigamente. Naquele tempo, o mundo inteiro, em particular o mundo oriental, esperava uma nova era para todas as nações e julgava-se que essa era tivesse origem na Palestina. Os Magos meditavam talvez nessa crença, quando viram resplandecer no céu uma estrela em direção à Palestina. Por isso, foram diretamente para Jerusalém e procuraram a Herodes, pensando que toda Jerusalém estivesse em festa. Mas esta capital nada sabia, desconhecia o seu Rei. Em seguida, foram para Belém guiados pela Estrela até a gruta santa, conforme lhes foi indicado. Em Belém, os Magos Baltazar, Gaspar e Melquior encontraram o Menino e seus pais; e não se decepcionaram com a pobreza e simplicidade. Poderiam questionar que tipo de Rei é esse que nasce numa manjedoura e não em um berço de ouro, mas é belo perceber que a fé sustentou a convicção deles. Sem duvidar, adoraram o Menino e lhe ofereceram ouro (para o Rei), incenso (para Deus) e a Mirra (para o Cordeiro a ser um dia imolado). O ouro é dado ao Rei; significa a sabedoria celeste. O incenso é oferecido a Deus; significa a oração devota. Daí o salmista: “Suba direto a ti a minha oração, como o incenso” (Sl. 140, 2). A mirra significa a mortificação da carne. “As minhas mãos destilaram mirra, e os meus dedos estavam cheios da mirra mais preciosa” (Ct 5, 5). Disse o Papa João Paulo II, na encíclica “Redemptor Hominis”, que “o homem que não conhece Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido; um mistério inexplicável, um enigma insondável”. Este vive sem rumo, sem meta, sem sentido, sem saber o valor da vida, sem saber o sentido da dor, da prece, da morte e da vida eterna. Que a Estrela da fé guie cada um de nós até esta Gruta Sagrada onde na pobre manjedoura descansa em paz o Príncipe da Paz, o Deus Forte, a Luz do Mundo, o Caminho, a Verdade e a Vida. PROF. FELIPE AQUINO é teólogo e apresentador dos programas Escola da Fé e Trocando idéias, na TV Canção Nova

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