Diferente do mercado de venda e locação de imóveis usados, cujo desempenho não foi dos melhores em 2007, na opinião dos próprios empresários do ramo ouvidos pelo Comércio, os negócios envolvendo apartamentos e prédios residenciais passam por sua melhor fase em Franca. Mesmo com ressalvas, a análise feita do mercado de novos empreendimentos não deixa dúvida quanto à expansão experimentada nos últimos anos.
Diretor da Imobiliária Agnello, Alexandre Agnello teve comercializados 95% dos terrenos que colocou à venda em um loteamento na Avenida Santa Cruz, na Zona Leste de Franca. Com pagamento facilitado em até 48 meses, cada lote, com 300 metros quadrados, chegava a R$ 55 mil.
Apesar da performance, não se mostrou muito efusivo ou satisfeito. “Hoje temos muitas empresas vindo atrás de Franca, facilidade para adquirir um lote ou imóvel pronto, mas tudo isso está dentro da normalidade que se verifica em cidades do porte de Franca”, ponderou Agnello.
Antônio Carlos Martins Ribeiro, da Habitat, é outro que está envolvido no lançamento de novos projetos para 2008, entre eles, um residencial de alto padrão com apartamentos custando perto de R$ 500 mil. São unidades para um público seleto, até então desconsiderado em Franca, que, teoricamente, não apresentava potencial de consumo que justificasse um projeto para esse tipo de consumidor.
Entre os empresários entrevistados, o mais confiante é o dono da Imobiliária Teixeira, Luiz Carlos Teixeira. Em associação com a construtora MRV, de Belo Horizonte, ele prepara o lançamento de cinco projetos já para os primeiros meses do ano que vem.
A empresa mineira, segundo ele, adquiriu 200 mil metros quadrados em terrenos urbanos, área suficiente para construir 2.500 apartamentos de tamanho padrão. Esse investimento, segue Teixeira, garante a expansão do mercado de imóveis pelos próximos cinco anos.
“Com o custo por metro quadrado muito alto e quase todos os espaços ocupados em São Paulo e nas maiores cidades, as de porte médio, como Franca, estão sendo a bola da vez para os empreendedores”, ponderou Teixeira.
De acordo com ele, a indústria da construção civil não consegue acompanhar a demanda por imóveis determinada pela população. “É um raciocínio simples, mas verdadeiro. Todos os dias temos gente que casa, que se separa, filhos que saem de casa. Essas pessoas precisam morar em algum lugar. O ritmo populacional é maior que o da indústria”.
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