Financiamentos da Caixa chegam aos R$ 20 milhões


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Dentro do sistema habitacional brasileiro, a Caixa Econômica Federal responde sozinha por, pelo menos, 80% dos valores aplicados e distribuídos em forma de financiamentos para compradores de imóveis. É o principal agente financiador também em Franca. Só até novembro deste ano, já foram liberados R$ 20 milhões em empréstimos na cidade. Para fechar um negócio de construção, reforma e ampliação ou a aquisição de um terreno, o interessado deve oferecer garantias mínimas que são sua renda, pessoal ou familiar, e sua situação cadastral na praça, que deve estar em dia. Fora isso, diz o gerente Agnaldo Peixoto, não há tanto o que se discutir. Mas há. Diferenças como quando poder usar o saldo do FGTS para quitar prestações ou mesmo a origem do recurso utilizado, caderneta de poupança ou fundo de garantia, fazem diferença no final das contas. Outro dado levado em conta no momento de calcular o financiamento é a renda da família ou do titular. Quanto mais alta, mais juros serão pagos. No inverso, acontece o mesmo. Quanto menores os rendimentos, menores serão os juros cobrados. O financiamento, diz o gerente, pode ser conseguido de forma individual ou associativa. Na primeira, como se deduz, o interessado vai a uma das quatro agências da CEF em Franca e lá fecha seu negócio. Na forma associativa, é uma empresa construtora que realiza todos os trâmites junto ao órgão financiador e repassa essas condições aos clientes. O mutuário, nessa modalidade, não tem contato com o banco. Nas duas formas, as condições de financiamento são iguais. Para quem já possui um terreno, o caminho, comenta o gerente da CEF, é fazer a planta, aprová-la junto à Prefeitura, e entrar com o pedido na agência bancária. Liberado o cadastro, o dinheiro será entregue mediante o descritivo apresentado ao banco. “Isso quer dizer que a pessoa terá que seguir um cronograma assumido com o órgão financiador e que será fiscalizado por um engenheiro no local da obra”, disse Diniz. “Nem mesmo a qualidade do material empregado pode ser diferente daquela que ficou acordada comprar. Assim, se foi liberado recurso para um determinado tipo de tijolo ou acabamento, a pessoa terá que comprar exatamente o que indicou, sem alterar nada”. O mesmo acontece quando o projeto está nas mãos de uma construtora. O engenheiro responsável pela fiscalização cumprirá as exigências do banco, seguindo item por item do memorial descritivo da obra. Aquilo que estiver fora do padrão, não será aceito. Outra informação que deve ser considerada: para imóveis usados, o financiamento chega a 80%. O resto deve sair do bolso de quem está querendo comprar. Se o imóvel for novo, o valor financiado é integral. Para a classe com menor poder aquisitivo, o PAR, Programa de Arrendamento Familiar, pode ser uma boa solução. Através dele, o titular assina um contrato de arrendamento por 15 anos. Se pagar em dia todo o período, acaba tendo a opção de ficar com o imóvel. No caso de se tornar inadimplente, cada prefeitura dispõe de mecanismos para tirar quem não paga e indicar uma nova família para ocupar o imóvel. No caso de Franca, quem desempenha essa função é a Prohab (Programa de Habitação Popular).

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