Se depender da oposição ao prefeito Sidnei Rocha, os bons índices de popularidade de 2007 não serão a tônica do próximo ano. A briga, prometem, será boa.
O PT, principal partido contrário ao tucano, já encomendou pesquisas de opinião e pretende, no ano que vem, bater forte nos escândalos de corrupção envolvendo a administração atual e na arrogância do chefe do Executivo. “Isso vai voltar contra o prefeito em 2008. Na campanha, todos os que forem contra ele vão utilizar essas deficiências já provadas à exaustão”, disse Gilson Pelizaro, vereador petista líder da oposição na Câmara Municipal.
Entre as “armas” a serem utilizadas, as principais são o escândalo do Bagres, o fato do prefeito ter chutado cones no Centro de Franca e a declaração de Rocha de que o francano é pessimista e negativo. “O governo Rocha é pródigo em escândalos de corrupção. Nunca houve nada como isso na cidade. A campanha vai retratar isso na hora certa. Faremos as comparações que o prefeito esquece de fazer”, diz Pelizaro.
Sidnei Rocha reage com tranqüilidade ao suposto “bombardeio” que deve sofrer. “A oposição faz a parte dela em criticar. Ela é necessária. O que acontece, se eu decidir ser candidato, é que o francano vai julgar dois modelos: o implantado na atual administração e o que foi usado no outro governo. É o francano que dirá, nas urnas, qual o melhor”, disse.
O prefeito destacou, ainda, que o confronto é parte do processo eleitoral, mas que não pretende focar sua atenção nesse assunto até maio do próximo ano. “As composições e o clima da campanha só começam em maio. Não adianta antecipar. Nem sei se serei candidato”, disse.
Já os especialistas ouvidos pelo Comércio indicam que o quadro, a dez meses das eleições, é favorável ao prefeito, mas pode ser revertido. “Há um ano das eleições, o prefeito tem um cenário muito favorável mas, apesar da realidade apresentada na pesquisa, é importante ressaltar que a politica é incerta. Tanto que a rejeição dele é alta e o cenário pode mudar”, disse Ubaldo Silveira, cientista político ligado à Unesp de Franca.
O cientista político Sérgio Grande, vinculado à Unaerp, (Universidade de Ribeirão Preto) concorda. “Os escândalos citados podem voltar contra o prefeito no futuro. Independente disso, não dá para prever como transcorrerá uma eleição, mas a realidade é que a oposição, pelos dados que a pesquisa mostra, precisa se articular para ocupar espaço político com urgência se quiser ter chance”, disse.
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