A falta de cuidados e reparos no bairro rural da Lage, no município de Ibiraci (MG), tem sido alvo de reclamações e críticas de quem mora e freqüenta o local. Com apenas seis ruas e uma população média de 540 moradores, o vilarejo está com o asfalto todo quebrado. A situação das vias é tão ruim que os motoristas não conseguem atingir velocidade superior a 40 quilômetros por hora. O vilarejo fica a 18 quilômetros de Ibiraci e é utilizado como acesso à Usina “Mascarenhas de Moraes” (Peixoto) e aos ranchos da região.
As aberturas no asfalto foram feitas devido a uma obra para a mudança na rede de água da vila. O serviço foi feito pela Prefeitura de Ibiraci no primeiro semestre do ano e até quinta-feira não estava concluído. A população reclama do barro acumulado nos buracos, principalmente em períodos de chuvas.
Comerciante e agricultor na Lage, José Paulo de Almeida diz que com as chuvas dos últimos dias a situação piorou. “A cada dia que passa, os buracos ficam maiores. Além disso, o estabelecimento nunca fica limpo”. Para ele, o recapeamento das ruas é uma das prioridades para o vilarejo.
Quem chega ao vilarejo e tem como destino os clubes e ranchos da região de Peixoto se assustam com o cenário que encontram. O técnico em eletrônica Flávio Pires disse que ficou preocupado com o risco de estourar um pneu. Outro que sabe bem os prejuízos que o asfalto danificado pode causar aos veículos é o proprietário do posto de combustível local, Joaquim Ribeiro Neto. Ele diz que os clientes, a maioria turistas, sempre reclamam da falta de zelo com a vila. “As pessoas ficam assustadas com a situação do asfalto. Já pedimos para o prefeito. Existe a promessa de recapeamento, mas a gente nunca sabe quando vai ser”.
Se não bastassem os buracos do vilarejo, os motoristas que precisam seguir viagem até a usina ou outra propriedade próxima ainda precisam enfrentar a má conservação da estrada. O asfalto é velho. Há buracos, a estrada é em declive e com curvas e não tem acostamento. “Com o aumento do fluxo de veículos nessa época do ano ficamos preocupados com possíveis acidentes. A estrada é muito perigosa”, lembrou Ribeiro Neto.
A SOLUÇÃO
Para o prefeito de Ibiraci, Ismael Silva Cândido (PT), a rede de água do vilarejo estava muito antiga e precisava ser trocada. “Lage sempre teve problema com falta d’água e nós resolvemos construir uma estação de tratamento no bairro para melhorar o serviço. Para ficar bem feito e levar água de qualidade, todo o encanamento precisou ser trocado, por isso o asfalto foi aberto”.
Cândido disse que já fez um levantamento sobre quanto gastará para recuperar as ruas e procura junto às esferas federal e estadual o recurso necessário ao recape. “Serão mais de seis quilômetros de asfalto no valor de R$ 130 mil. No momento não tem como ser feito, além disso, não é prioridade da administração”.
O prefeito adiantou, porém, que com a verbas em mãos recuperará as ruas a partir de fevereiro de 2008. “Antes não vai adiantar devido às chuvas; também preciso de tempo para conseguir os recursos”.
EM SOLO PAULISTA
A preocupação com as péssimas condições do asfalto não tira o sossego somente dos motoristas mineiros. Três estradas vicinais na região de Franca também estão com o asfalto cheio de buracos e oferecem riscos aos motoristas.
Entre Nuporanga e São José da Bela Vista, a estrada apresenta crateras que chegam a dois metros de diâmetro. Na rodovia que liga Cristais Paulista às Águas Quentes (vicinal Manoel Carrijo), os buracos exigem atenção redobrada. A lista se completa com a Rodovia dos Agricultores, que liga Itirapuã a São Tomás de Aquino, em Minas Gerais, onde a ponte do km 6 rodou com as chuvas de janeiro.
Em dois dos três casos (São José e Itirapuã), o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) já manifestou a existência de projetos para recuperação das vicinais. As obras estão planejadas para o primeiro trimestre de 2008.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.