Santa Casa consegue autorização para residência médica em Franca


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A Santa Casa de Franca conseguiu a aprovação do MEC (Ministério da Educação) para seu credenciamento no programa de residências médicas. Com isso, a instituição poderá oferecer especialização nas áreas de clínica médica, cirurgia geral, obstetrícia e ginecologia, além de pediatria para médicos recém-formados. O início do programa de residência, no entanto, está condicionado a um posicionamento do MEC, como explica o Superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno. “Nós recebemos a aprovação uns 10 a 15 dias após o término da inscrição da residência nacional, mas estamos tentando aprovar para fevereiro. Se a gente não conseguir, vai ser apenas em 2009”. A Santa Casa terá um custo de R$ 50 mil para a manutenção das residências. A instituição, no entanto, busca o auxílio de bolsas financeiras que aliviariam o custo. Com a residência, seria responsabilidade do hospital a remuneração dos médicos contratados, assim como as despesas de estadia. A expectativa é de que, em uma primeira fase, sejam selecionados oito profissionais. No segundo ano, passariam para 16 médicos e, no terceiro, poderia chegar a 18. O processo de seleção é semelhante ao realizado em concursos públicos e vestibulares, é válido para os recém-formados de todo o Brasil e será realizado por uma empresa terceirizada. Fernando Bueno diz que, apesar de não oferecer uma rentabilidade para a instituição, a residência é uma forma de aprimorar a qualidade do hospital e dar nome a ele. “É um ganho muito importante nesse sentido”, afirma. A autorização dada pela Comissão Nacional de Residência Médica foi aprovada no dia 12 de novembro por seis votos favoráveis e nenhum voto contrário ou abstenção. No meio do ano, a mesma comissão tinha negado a autorização, quando alegou “problemas éticos” na administração do hospital. De acordo com Bueno, a negativa se deu por causa de rivalidades políticas dentro do meio médico da cidade. O presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina) em Franca, Lavínio Camarin, foi procurado ontem para comentar a decisão do MEC, mas não foi encontrado. Ele estaria em uma viagem internacional. Já o 1º secretário do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), Renato Azevedo Júnior disse que não tem posicionamento sobre o assunto. A notícia da autorização para a residência da Santa Casa é boa também para a Unifran, que almeja junto ao MEC a abertura de um curso de medicina. “Isso ajuda os planos da Universidade de Franca”, diz Fernando Bueno. Já a Unifran não quis se pronunciar sobre a autorização da residência médica. A posição oficial da instituição é que aguarda um parecer do MEC e só depois falará sobre o assunto. QUALIDADE OURO Uma outra boa notícia chegou à Santa Casa nos últimos meses. Em outubro, a Associação Paulista de Medicina, por meio do programa CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar) deu a certificação “Ouro em Qualidade Hospitalar” para a instituição, com sua pontuação passando de 407 para 450 de um total de 500 pontos. A primeira avaliação foi realizada em 2005, quando o hospital conquistou o certificado Bronze, com 184 pontos. Em 2006, a pontuação subiu para 305 pontos, conferindo a qualidade “Prata” à Santa Casa.

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