Uma injeção simultânea de recursos dos governos federal e estadual ajudará a Prefeitura a combater o problema das enchentes no ano que vem. Serão R$ 6,2 milhões a fundo perdido - sem necessidade de devolução - para serem aplicados no aprofundamento, alargamento e canalização dos trechos mais críticos do canal. O dinheiro está previsto para chegar no início do ano, mas depende de aprovação dos convênios pela Câmara Municipal na sessão extraordinária que acontecerá hoje pela manhã.
O prefeito Sidnei Rocha comemorou o anúncio dos repasses e acredita que, com a execução das obras, possivelmente no primeiro semestre de 2008, as inundações deverão ser controladas. “Tenho a impressão de que a gente vai ter uma solução definitiva”, disse.
Pelo cronograma da Prefeitura, a primeira parte a ser trabalhada será a canalização de um trecho de 600 metros entre as Ruas Evangelista de Lima e Afonso Pena. Na seqüência, a obra será continuada até as proximidades do Restaurante Zebu. A licitação será aberta em janeiro. “Vamos aumentar substancialmente a vazão do canal, o que deve minimizar o problema. Mas para resolver de vez a questão teremos de canalizar até perto do Hemocentro”, disse a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson.
Na confluência dos córregos Bagres e Cubatão, outro tradicional ponto de inundações, o leito do córrego deverá ser aprofundado em pelo menos dois metros e a largura passará dos atuais nove para 14 metros. A obra será realizada entre o posto Galo Branco e a ponte do Residencial Amazonas. “Se vai acabar com as enchentes eu não sei. Estou fazendo aquilo que tem de ser feito e dá para ser feito”, disse Rocha.
O prefeito já anunciou obras no Bagres em outras oportunidades, mas problemas nas licitações, como suspeitas de fraude e recomendação contrária do TCE (Tribunal de Contas do Estado), barraram o início dos trabalhos.
DINHEIRO EM CAIXA
A União será responsável pela liberação de R$ 3 milhões dos R$ 6,2 milhões que o município receberá. O dinheiro será repassado pelo Ministério das Cidades e chegará, em três parcelas, por intermédio da Caixa Econômica Federal após articulação do ex-prefeito de Franca, Gilmar Dominici (PT), que atua na Secretaria de Assuntos Federativos.
O restante (R$ 3,2 milhões) virá do Governo do Estado e teria sido liberado após negociações diretas entre o prefeito e o governador José Serra, seu colega de partido. “Os R$ 3 milhões virão da atuação do Gilmar Dominici. Quero ressaltar isso. Já os R$ 3,2 milhões foram meus mesmo, conseguidos junto ao Serra. Foi dureza”, disse Rocha.
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