Não conseguir fazer o alargamento e aprofundamento do leito do Córrego dos Bagres e a canalização de trechos que desabaram ao longo do canal foi uma grande frustração para o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), até aqui, desde o início de seu mandato, em 2005.
Foram pelo menos três anúncios do tucano, em entrevistas coletivas, de que as obras seriam realizadas como instrumento de combate às enchentes na cidade, mas, por suspeita de fraude ou recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), tiveram de ser canceladas.
O primeiro anúncio foi em março. Rocha disse que seriam investidos R$ 6 milhões em obras no canal. Dias depois, o prefeito teve que anunciar o cancelamento da licitação, pois o projeto técnico continha indícios de fraude. Posteriormente, o caso, conhecido como “Escândalo do Bagres”, terminou em uma ação civil pública e investigação policial, ambas em trâmite.
Depois, em 4 de julho, Rocha anunciou, novamente, que o córrego seria “consertado”. Para isso, gastaria R$ 3,8 milhões. Passado mais de um mês, sem que obra alguma fosse feita, o prefeito repetiu o anúncio. Porém, no dia 23, recebeu uma recomendação do TCE para suspender a licitação.
Após todo o contratempo, o tucano reconheceu que tantos problemas o chatearam. “Trabalhei duro para tentar resolver a questão, principalmente na região do Galo Branco. Não deu e claro que fica uma ponta de frustração”, disse.
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