Acúmulo de taxas complica a retirada dos veículos do pátio


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Depois de apreendidos, os veículos são levados para o pátio do Dinfra (Distritos Industriais de Franca) ou para o Pátio Modelo. Lá, eles ficam por determinado período até a sua retirada pelo proprietário. O pagamento das taxas devidas - diária do pátio, guincho, multas e impostos - devolve os veículos à “liberdade”. Mas nem sempre as coisas acontecem assim. O alto valor dos débitos na maioria das vezes acaba por “eternizar” a estadia dos carros nos pátios municipais. Em torno de 70% dos carros que estão estacionados neste locais são velhos Fuscas, Monzas ou peruas com mais de 20 anos, portanto em más condições de uso. Apanhados circulando sem licenciamento e apreendidos, geram a primeira multa ao proprietário, R$ 191,54. Se houver agravantes, como um pneu careca (R$ 127,69), por exemplo, falta de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) (R$ 574,61) ou a carteira vencida (R$ 159,72), a infração pode chegar a quase mil reais. Isso, fora a taxa de guincho, que varia entre R$ 50 a R$ 80, a estadia no pátio da Prefeitura, de R$ 10 ao dia, mais o IPVA, geralmente em atraso. Se a documentação levar uma semana para ser regularizada, o custo chega a R$ 70. Assim, os veículos continuam mofando no pátio da Prefeitura.

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