Trânsito mata três vezes mais que homicídios


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Em fevereiro, o segurança Rosinaldo Pereira Pantoja, 33, conhecido por “Indião”, foi assassinado dentro de seu carro com seis tiros à queima-roupa: a polícia acredita em acerto de contas, mas ainda não encontrou os autor
Em fevereiro, o segurança Rosinaldo Pereira Pantoja, 33, conhecido por “Indião”, foi assassinado dentro de seu carro com seis tiros à queima-roupa: a polícia acredita em acerto de contas, mas ainda não encontrou os autor
O trânsito é mais letal do que uma arma de fogo. Pelo menos nas ruas de Franca, onde os acidentes matam três vezes mais que os homicídios. Em termos de crimes contra a vida, a cidade é considerada tranqüila. Faltando duas semanas para o fim do ano, as delegacias da cidade registraram 15 assassinatos. O número corresponde à metade do índice classificado como aceitável pela ONU (Organização das Nações Unidas), que é de 10 para cada grupo de 100 mil habitantes. Perdem-se três vezes mais vidas por acidentes. Até a tarde de ontem, 47 pessoas já haviam morrido vítimas de algum tipo de desastre de trânsito na área urbana do município. Ao contrário das mortes de trânsito que não param de subir, o número de assassinatos na cidade vem caindo. No ano passado, foram 22 homicídios contra 15 até o momento em 2007; uma queda de 31%. “Não podemos falar que está bom, pois aconteceram 15 casos e o homicídio é um crime grave. Gostaríamos que não tivesse acontecido nenhum. Levando em conta o ano anterior, houve uma redução expressiva, o que, neste ponto, nos deixa um pouco mais felizes”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior, responsável por apurar crimes de autoria desconhecida. O índice de homicídios em Franca pode ser ainda menor. Um dos casos registrados na cidade ainda enfrenta controvérsias quanto ao local em que teria ocorrido. Trata-se da morte do desempregado Cássio Henrique Batista Arantes, 20. Em maio, ele foi encontrado com sinais de espancamento às margens da Rodovia João Traficante, ligação para Ibiraci (MG). O crime foi creditado na conta de Franca, mas, para a Polícia Civil, são fortes os indícios de que ele teria sido assassinado na cidade mineira e apenas desovado no município. Outra morte contabilizada como assassinato, mas que ainda desperta dúvidas é a da aposentada Maria Divina Cintra, 58. No dia 28 de maio, ela foi encontrada sem roupa e com sangue pelo corpo no interior de sua casa no Jardim Boa Esperança. O exame de necropsia não constatou nenhum tipo de lesão, indicando que a morte pode ter sido acidental ou por problemas de saúde, mas a polícia acredita que ela tenha sido assassinada, já que na residência havia sinais de arrombamento. Para Wanir, não há uma razão específica para explicar a queda no índice este ano na cidade. “São diversos fatores. As constantes operações deflagradas pelas polícias ao longo do ano, com prisão de criminosos e apreensões de armas e drogas, com certeza, ajudaram. Outro fator importante foi a criação de nossa equipe especializada em homicídios. Aqui em Franca se combate o crime. Quem mata, vai parar na cadeia”. É verdade que o número de assassinatos despencou em 2007 na cidade, como também é verdade que a polícia vai fechar o ano em débito. Dos 15 homicídios registrados, seis não foram esclarecidos e permanecem sem resposta.

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