Polícia fecha o ano ‘devendo’ seis esclarecimentos


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Sábado, 10 de fevereiro, 23h30. O segurança da Igreja São Judas, Rosinaldo Pereira Pantoja, 33, conhecido por “Indião”, foi assassinado dentro de seu carro diante do local de trabalho. Levou seis tiros à queima-roupa, na cabeça e no pescoço. Perto de completar o primeiro aniversário, o assassinato continua marcado pelo mistério. Segundo a polícia, “Indião” estaria envolvido com uma quadrilha de roubos a banco e pode ter sido morto por vingança. No interior do carro dele, os policiais encontraram dinheiro e papéis que teriam sido levados durante assalto a uma agência bancária de Pedregulho. Seus matadores nunca foram identificados. Não é o único crime sem resposta. A polícia fechará o ano “devendo” o esclarecimento de outros cinco homicídios. Também continua sem solução a morte do comerciante Tarcísio Rosa Pires, 50. Na noite de 6 de setembro, ele regava o jardim de sua casa, no Jardim Petráglia, quando levou um tiro no abdômen. Morreu logo depois do socorro. O primeiro assassinato de 2007 é outro a ser esclarecido. No dia 1º de janeiro, o corretor de imóveis Jair de Moraes, 54, morreu vítima de traumatismo craniano. Havia sido espancado a socos e pontapés no bairro da Estação. A polícia não sabe se houve tentativa de roubo ou algum desentendimento. “Dos casos em aberto, três estão com as investigações bem adiantadas. A maior dificuldade é encontrar a prova testemunhal para formalizar o depoimento. Pessoas que sabem o que aconteceu não cooperam por medo ou por não acreditar na polícia e na Justiça. Não basta sabermos quem é o autor. Temos que ter provas concretas que possam levar os assassinos às barras da Justiça”, disse o delegado Wanir. Na tentativa de aprimorar as investigações e melhorar o índice de esclarecimentos de crimes, a Polícia Civil implantou, no começo do ano, um setor específico para investigar ocorrências de homicídio, latrocínio e tentativa de homicídio. Ligada à DIG, a equipe é comandada pelo delegado Márcio Murari e conta com quatro investigadores. Familiares das vítimas aguardam uma resposta.

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