Patrimônio em liquidação


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O processo de liquidação do patrimônio da Francana já está em andamento e a diretoria-executiva, comandada hoje por José Servino Braga, é quem estará à frente da venda. Na reunião do Conselho Deliberativo realizada na última segunda-feira, o presidente, Gabriel Alves de Oliveira, afirmou que no estatuto do clube não constam restrições regimentais para que o negócio seja concretizado, desde que o órgão o qual ele preside seja favorável. Isto já aconteceu. A decisão de vender a área foi tomada para tentar sanar as dívidas do clube, avaliadas até novembro deste ano em R$ 4.021.824,45. A diretoria-executiva e o Conselho Deliberativo anunciaram também que pretendem construir uma nova sede na região periférica de Franca. A mesma idéia já foi cogitada em anos anteriores, mas nunca houve aprovação dos conselheiros. Caso um comprador esteja definido, toda a negociação terá de ser deferida pelo conselho deliberativo, formado por 13 conselheiros permanentes e 18 transitórios. Desse total, 20 participaram dos últimos encontros. A área total pertencente à Francana corresponde a 22800 metros quadrados, quase um alqueire, em pleno Centro da cidade. De construção existem 2085,53 metros quadrados. A pedido do conselho deliberativo, três imobiliárias fizeram avaliação do terreno. Na Teixeira Imóveis o valor foi de R$ 6 milhões, sem incluir as construções. Pela Chalé, a avaliação foi de R$ 7,361 milhões. Na Agnelo Imóveis, o valor chegou a R$ 9,120 milhões, além de R$ 521 mil pelo prédio. Em meio a cifras milionárias (como comparação, o grupo Amazonas vendeu um terreno de 34 mil metros quadrados onde está instalado o Carrefour por R$ 7 milhões), Gabriel Alves afirmou, anteontem, que toda a negociação a ser realizada acontecerá na maior transparência possível. "Vocês todos ficarão sabendo dos detalhes", disse ele a conselheiros e membros da imprensa. Para vender o terreno, o clube ainda terá uma maratona jurídica a cumprir. Existem 132 processos judiciais tramitando nas esferas estadual, federal e trabalhista. Os presidentes do conselho, Gabriel Oliveira, e da executiva, José Braga, não souberam informar quantos destes estão em fase de penhora ou que já foram a leilão. Na coletiva, eles não foram claros sobre como o clube negociará com o Judiciário a venda de seu patrimônio. "Vamos procurar os juízes", limitou-se a dizer Gabriel. A intenção é impedir que novos leilões aconteçam e que pessoas ou grupos arrematem percentuais da área como fez a Diocese de Franca, que comprou 4,25% por pouco mais de R$ 67 mil. A regularização do terreno para a venda deve demorar para acontecer e a expectativa é que dure pelo menos um ano.

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