O presidente do conselho deliberativo da Francana, Gabriel Alves de Oliveira, demonstrou grande incômodo com a iniciativa de pessoas e grupos da cidade interessados em arrematar lotes do clube em leilões judiciais. Anteontem, na sede do clube, Gabriel Oliveira classificou como "traição" o interesse de empresários e setores da sociedade francana em adquirir partes do patrimônio do clube em leilões judiciais e a preços abaixo de mercado.
Em entrevista ao repórter Marcos Silva, da Rádio Difusora, o presidente do conselho concordou quando foi perguntado se achava que o clube havia sido traído. "Isso é uma coisa que até me arrepia falar. Aprendi a gostar da Francana nestes anos que estou por aqui e eu acho que sim", comentou, em tom de lamentação.
Ele afirmou ainda que desde a gestão do ex-presidente José Lancha Filho, seu sogro, o clube buscou apoio junto "às forças do município". Alguns ajudaram. Como exemplo foi dado a Acif (Associação do Comercio e da Industria de Franca). Já para as entidades que negaram o apoio, sobraram críticas. Neste momento ele mencionou o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Franca).
"O Sindicato da Indústria nunca nos ajudou. A Acif, sim, algumas vezes. Pedimos também para outras forças da cidade. Nós vimos que essas forças ajudaram os compradores (no leilão judicial do dia 8 de novembro) a adquirir parte do imóvel por 25% do valor de mercado", reclamou.
Em resposta, Jorge Félix Donadelli, presidente do Sindifranca, afirmou à Rádio Difusora nunca ter sido procurado pela Francana. "Nunca fui procurado para ajudar a Francana. Talvez, até pudesse ajudar, sim", afirmou.
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