Somos responsáveis


| Tempo de leitura: 2 min
Está no “Pequeno Príncipe”: somos responsáveis por aqueles que cativamos. O conceito está no livro, mas tem insistido em sumir das relações sociais.Temos ignorado o valor da amizade sincera em detrimento dos nossos próprios interesses. O que importa é a minha felicidade! O que é meu é meu e do outro quero só a metade! O que eu ganho com isso? Essas frases estão corriqueiras e demonstram que valor e respeito à pessoa humana não passam de uma norma programática. Quantos têm se utilizado de outros como trampolim? Quantos, depois de alcançarem os seus objetivos, ignoram aqueles que lhe deram suporte? Tudo que fazemos, recebemos em dobro, mas quando se trata de alcançar objetivos damos mais valor ao imediatismo. A violência contra mulheres e crianças aumentou, crimes sexuais aumentaram, separações e divórcios também, brigas familiares igualmente, corrupção, nem precisa falar; gravidez indesejada ocorre todos os dias. A desagregação familiar e social é a marca deste tempo. Como resolver? Não existe solução fácil e rápida para problemas difíceis, mas nem tudo está perdido. A diferença está na resposta a esta pergunta: estamos dispostos a solucionar ou queremos continuar do jeito que estamos? Toda transformação começa no interior do ser humano e a história comprova que nos momentos de crises, transformações ocorrem. Tem havido tentativas, pelo menos. Violência contra mulheres: Lei Maria da Penha; gravidez indesejada: legalização do aborto; dificuldade no relacionamento entre marido e mulher: facilitação da separação e do divórcio. O casamento é “apenas” um simples contrato e esquecemos que dessa união a família é constituída. Somos responsáveis por quem cativamos? Se a sua resposta for sim, penso como você e a solução para esses problemas devem ser diferentes. Violência contra a mulher decorre da repetição de situações observados em criança; pedofilia, na maioria das vezes, são praticadas por quem foi vítima primeira do mesmo problema; separação e divórcio envolvem muito mais do que cláusulas contratuais. Todo ato sexual requer amadurecimento e responsabilidade, características de pessoas que jamais pensarão em aborto. Não vou generalizar. Sei da existência de situações excepcionais que poderiam justificar condutas do tipo. O objetivo da reflexão é outro: ainda há no mundo espaço para a preocupação com o outro? ACIR DE MATOS GOMES é advogado, corretor de imóveis, adesguiano e palestrante.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários