O vereador Valter Gomes (PSB) entrou ontem para a lista de parlamentares investigados pelo Ministério Público. Seu ex-assessor, Sebastião Turqueti, procurou o promotor Paulo Borges para denunciar o ex-patrão. Turqueti disse que foi dispensado para abrir caminho a outros quatro assessores, que dividiriam seu salário de R$ 1,9 mil em partes iguais para trabalhar, a partir de janeiro, na campanha de Gomes à reeleição.
Gomes se defendeu e disse que nunca dividiria ordenados de assessores e que só ajudou Turqueti nos quase três anos em que trabalharam juntos. “Isso não procede. Não vou citar os motivos da demissão para não denegrir a imagem dele. Nunca peguei e nem quero um centavo dele. É uma acusação falsa”, afirmou.
De acordo com Paulo Borges, essa é uma situação delicada e de difícil apuração, já que o foco da denúncia, a divisão de salários, não chegou a acontecer. “É uma situação que seria para o futuro apontada pelo assessor que foi demitido. Mas vamos investigar”, disse.
EXTRAORDINÁRIA
As investigações do MP deverão pautar as conversas de bastidores na reunião extraordinária da Câmara marcada para o sábado, às 9 horas. Convocada pelo prefeito, a reunião terá 12 itens na pauta de votação. O principal deles é uma transferência de recursos para o Hospital Allan Kardec no valor de R$ 180 mil. Subsídios a entidades assistenciais e empréstimo de funcionários da Prefeitura às entidades Apae e Caminhar também serão discutidos.
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