Uma confusão movimentou a Câmara Municipal de Franca na manhã de ontem. A mulher do vereador Marcelo Valim (PSDB) foi a protagonista da cena que chamou a atenção de funcionários e assessores.
Eram aproximadamente 7h quando a mulher do vereador entrou no gabinete de Valim e iniciou uma discussão com a assessora do parlamentar. A briga ocorreu por motivos passionais.
Nenhum funcionário da Câmara presenciou a briga, que se restringiu ao gabinete, mas disseram que era possível ouvir a discussão do lado de fora. Um funcionário da Câmara informou que o gabinete do vereador precisou ser limpo após a briga. “Ela queria que ele mandasse a assessora embora. O negócio esteve quente”, disse um servidor, que acompanhou, de fora, a confusão, mas preferiu não se identificar.
Valim confirmou a briga. Disse que chegou à Câmara por volta das 6 horas e atendeu a quatro populares que estavam no local com pedidos diversos. Enquanto realizava os atendimentos, sua mulher chegou nervosa ao gabinete e começou a discussão, que não demorou, segudo ele, mais do que cinco minutos. “Ela teve uma crise nervosa. Chegou a quebrar dois copos que estavam na mesa.
Depois consegui acalmá-la, ela foi embora e eu continuei atendendo até as 9h30”, explicou Valim.
Valim disse que enfrenta problemas conjugais há algum tempo e que eles acabaram extrapolando os limites da intimidade do casal. “Problema no casamento todo mundo tem. O grande erro foi ter chegado à Câmara. O que posso fazer é pedir desculpas aos eleitores, a quem devo satisfação, e aos meus colegas vereadores”.
O vereador disse ainda que vai “tomar providências” quanto à situação e que continuará os atendimentos que faz à população normalmente na Câmara.
Na câmara
A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), no seu telefone residencial e no consultório para saber sua posição a respeito do ocorrido. Nenhuma das ligações foi atendida. Ele não tem telefone celular.
Gilson Pelizaro (PT), membro da Comissão de Ética da Câmara, disse que não presenciou a confusão e soube do caso pelos assessores. Por essa razão, disse que não vai tomar nenhuma atitude a respeito do ocorrido por enquanto. “Não tenho confirmação oficial dos fatos, não conversei com os envolvidos.
Vou aguardar o desfecho desse episódio e ver se a Comissão de Ética será acionaa para, depois sim, tomarmos algum tipo de providência”, concluiu.
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