O Natal está batendo à porta, daqui a pouco 2008 chega com tudo e, para rechear o bolso nesta fase do ano, alguns jovens francanos aproveitam que estão de férias e usam o tempo livre para trabalhar como temporários. As opções são muitas. Tem jovem atuando como vendedor, monitor de crianças, recepcionistas, “noeletes”, babás e até fazendo trabalhos artesanais em casa mesmo. Os salários dependem do empenho de cada um, mas todos garantem que o serviço de fim de ano é uma ótima oportunidade para ganhar experiência.
Para quem gosta de balada, ser recepcionista de festa é uma boa alternativa. Acompanhar os convidados até as mesas, observar se estão sendo bem servidos pelos garçons e distribuir brindes são algumas das funções de quem escolhe esta área. A remuneração é, em média, R$ 50 por festa e a carga horária de trabalho é de três horas. “O perfil de quem opta por esta área é ser uma pessoa bem descolada, comunicativa, de bem com a vida, ágil e dinâmica”, disse o responsável pela Eficaz Formaturas, Ricardo do Couto Rosa.
No Clube do Sesi, oito monitores (cinco homens e três mulheres) foram contratados recentemente para orientar jovens e crianças nas aulas de natação e auxiliar na Colônia de Férias, que começará em janeiro. No ano que vem, será a terceira colônia em que o estudante Thiago Muniz auxiliará a galera. “Me realizo muito com o que faço. Trabalhar com crianças, adultos e idosos sempre é muito bom”. São duas horas de trabalho de segunda a sexta-feira. “Mas aos finais de semana, a carga se estende um pouco mais, com quatro horas nos dois dias”, disse Thiago. Com a experiência, o que não falta é aprendizado técnico para ser no futuro um professor de Educação Física. “Eu adoro porque tenho a oportunidade de colocar em prática o que estudo na teoria. Além disso, ajudar o próximo com atividades físicas é uma das minhas paixões”. O salário é de R$ 400.
A época de fim de ano é também ótima para a estudante Larissa Nalini, 19. Ela ganha um dinheiro extra nas férias como iluminadora de espetáculos teatrais para escolas de balé, educação infantil, entre outras. Para afinar a luz, como os técnicos costumam dizer, é preciso posicionar os focos, escolher o melhor ângulo e testar as luzes para que nenhuma falha ocorra durante a apresentação. Com o trabalho, ela fatura em torno de R$ 240. “Cobro R$ 60 por evento. Nesta época do ano, são cerca de quatro apresentações”.
A rotina da profissão exige destreza profissional. “Saber lidar com a altura, ficar muito tempo olhando para cima e tomar cuidado para não se queimar nas lâmpadas são alguns dos exemplos. Mas apesar de tanta dedicação, é um trabalho gratificante”, garante.
Em clima de Natal, o que não faltam são visitas ao Papai Noel no Franca Shopping, Shopping do Calçado e no Centro da cidade. Pois é, mas antes das crianças fazerem seus pedidos, as “Mamães Noéis” ou “noeletes” têm a missão de cuidar, dar atenção, tirar fotos e encaminhar as crianças até ele. Nem mesmo as oito horas de trabalho, vestindo uma roupa quente e enfrentando dias de calor desanimam as jovens. “Muito pelo contrário, com a experiência aprendi a lidar melhor com o público. Além da oportunidade bem bacana de trabalhar com as crianças. Está sendo demais”, disse a estudante Karolina Estevam, mamãe noel no Franca Shopping. A recompensa de todo este trabalho é de R$ 450.
A amiga de Karolina, Simoni Dornelas, 18, que até então estava desempregada, saiu do sufoco com a oportunidade de emprego. A oportunidade veio em ótima hora. “Foi a chance que eu precisava.
Pretendo agora buscar outros trabalhos temporários para ganhar uma grana aos poucos, até me firmar de vez em uma empresa”.
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