Governo procura sonegadores baseados na região


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ESQUEMA MILIONÁRIO - Policiais e representantes do Ministério Público cumprem mandado de prisão e apreensão em empresa alimentícia de Uberlândia durante Operação Celeiro: quadrilha agia no Tri&
ESQUEMA MILIONÁRIO - Policiais e representantes do Ministério Público cumprem mandado de prisão e apreensão em empresa alimentícia de Uberlândia durante Operação Celeiro: quadrilha agia no Tri&
Uma das maiores ações de combate a crimes contra a ordem econômica e tributária foi realizada ontem pelo Ministério Público de Minas Gerais, Receita Estadual e Polícia Militar. Denominada “Celeiro”, a ação teve a finalidade de desarticular uma quadrilha acusada de sonegar R$ 400 milhões em ICMS. A chamada “Máfia dos Grãos” era baseada no Triângulo Mineiro e tinha ramificações na região de Franca. De acordo com a promotoria, a célula vital do bando era sediada em Ipuã. Empresários de Ituverava e Miguelópolis também faziam parte do esquema. Sete pessoas foram presas. A quadrilha era composta por 75 empresas que atuavam no mercado de comercialização de cereais, de forma criminosa, há pelo menos cinco anos. As investigações tiveram início há mais de dois anos e o Ministério Público de Minas denunciou 58 pessoas. Na manhã de ontem, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão preventiva. Os agentes estiveram nas três cidades da região, mas os golpistas procurados não foram encontrados. Nas empresas deles foram apreendidos documentos e computadores. Segundo o promotor Genney Randro Barros de Moura, de Uberlândia (MG), um industrial baseado em Ipuã seria um dos líderes do esquema milionário de sonegação fiscal. “Podemos dizer que ele é uma célula vital da quadrilha. Possui empresas de fachada em Minas e São Paulo. Faz transações fictícias e emite notas falsas. O esquema também tem envolvidos em Ituverava e Miguelópolis, todos ligados entre si. Não aparecem diretamente no esquema, mas atuam com os mesmos advogados, contadores e laranjas”. A base de operações da quadrilha era a região de Uberaba e Uberlândia, constituída por empresas atacadistas, corretoras e armazéns. O golpe consistia em comprar soja, milho e sorgo de produtores rurais de Minas Gerais e revender essas mercadorias a grandes indústrias. “Os envolvidos faziam simulação de exportações e criavam empresas fantasmas em outros Estados. Com isto, forjavam compras nestas firmas de fachada, gerando crédito tributário fictício.” Outra tática era desviar dos postos fiscais nas fronteiras do Estado e falsificar carimbos dessas repartições fazendárias. Com isso, reduziam ou até suprimiam o imposto que teriam a pagar para Minas Gerais. Com a sonegação dos impostos, ganhavam também as granjas, as indústrias de óleo de soja, as fábricas de ração e outras indústrias de produtos alimentícios que, no momento de pagar seus impostos, abatiam os créditos recebidos das empresas da quadrilha. Os beneficiados pelo esquema serão chamados para prestar conta dos impostos sonegados.

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