Câmara cassa vereador por calúnia em Rib. Corrente


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A Câmara Municipal de Ribeirão Corrente cassou ontem, em sessão extraordinária, o mandato do vereador Marcos Antônio da Costa (DEM). O representante do Legislativo, eleito pela primeira vez com 108 votos, foi acusado de quebra de decoro parlamentar. A sessão tumultuada movimentou a pacata cidade e durou sete horas. Até a Polícia Militar esteve presente para prevenir possíveis confrontos. A votação secreta julgou procedente a denúncia por cinco votos a dois, o equivalente a dois terços dos vereadores desimpedidos para votar. A denúncia que levou Costa a ser cassado foi protocolada na Câmara pelo presidente do PMDB local, Francis André Marques. O denunciante alegou que o vereador teria caluniado seu colega de Casa Genézio de Oliveira (PMDB) durante a inauguração de uma ponte entre Franca e Ribeirão Corrente, via Fundão, em setembro último - mesma ocasião em que o prefeito de Franca, Sidnei Rocha, teria feito campanha para Orcionílio Roque Matos, o “Rocão”, pré-candidato do PSDB à prefeitura daquela cidade. “Segundo a denúncia, o Marcos teria dito que o Genézio recebeu R$ 50 mil do prefeito da cidade para mudar de legenda e ser da base aliada. Uma comissão processante foi instaurada e entendeu como um ato incompatível com o decoro parlamentar”, explicou o assessor jurídico da comissão, Denilson Carvalho. Ontem, 70 dias após a denúncia ser protocolada, houve a leitura do processo de cassação e o relatório final do caso. A leitura de 264 páginas do processo levou mais de cinco horas, sem intervalos. Dentro da comissão processante, a membra e vereadora Fátima Lúcia Figueiredo Matos (PMDB) se posicionou contrária à acusação e apresentou um relatório separado em defesa de Costa. Durante toda a sessão, o público (de cerca de 50 pessoas) estava dividido. Muitos destacaram as qualidades do vereador cassado, outros atacaram o edil. Após a cassação, Marcos Antônio Costa, acompanhado dos advogados Carlos Roberto Faleiros Diniz e Zaqueu Miguel dos Santos, não quis falar com a imprensa. De acordo com a vereadora Fátima, cabem recursos e “a luta não acabará”.

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