Temos muitas falhas de organização, temos muito que fazer para atingir um estágio melhor para o nosso futebol, em todos os sentidos. É preciso que todos trabalhem para isso. Mas com relação ao nosso futebolista, felizmente, ele continua mostrando a velha classe que revelou tanta gente importante aos olhos do mundo.
Nossos valores exportados justificam os gastos dos clubes contratantes e isso pôde ser comprovado, uma vez mais, domingo, quando o Milan da Itália, ganhou o título mundial, em Tóquio, ao bater o Boca Juniors por 4 a 2. É que estavam em campo Dida, Kaká e depois entraram Emerson e Cafu. No banco Serginho. Tem ainda o "menino" Alexandre Pato e o campeão Ronaldo, que não jogou por estar contundido. Os campeões, alguns deles, puderam recordar a emoção por estarem de volta ao Estádio Internacional de Yokohoma-Estádio Nissan.
Foi ali, em 2002, perante mais de 72 mil torcedores, que o Brasil ganhou o seu pentacampeonato, contra a Alemanha, na final, marcando Ronaldo dois gols. Cafu era o capitão do time. Dida estava no banco, o titular era Marcos. Kaká era também reserva, começando a carreira. Não é que Yokohama dá sorte. Os brasileiros são bons em decisões. O Cafu, por exemplo, além de campeão agora, pelo Milan e campeão do mundo pelo Brasil, esteve há duas conquistas do São Paulo, uma delas, curiosamente, contra o Milan... É um verdadeiro tetracampeão.
O Milan foi melhor que o Boca e se o árbitro mexicano não fosse tão fraco teria marcado pelo menos dois penais para os italianos. Além disso, deveria, como manda a FIFA, punir Kaká por ter apresentado, debaixo de sua camisa do Milan, uma propaganda religiosa, o que não é permitido. Nessas camisas nada pode ser escrito e todos sabem disso. O importante é que Kaká jogou bem, aliás, muito bem.
No Mundial de 2002, Luiz Felipe Scolari utilizou Kaká apenas alguns minutos, contra a Costa Rica. Ele conhecia o potencial dele. Havia outros jogadores mais experientes. Foi bom para o Kaká essa sua participação na seleção principal. Ricardo Izecson Santos Leite, que nasceu em Brasília, em 1982, está fadado a ser um outro grande nome internacional do Brasil.
Emerson Ferreira da Rocha, o Emerson, era titular do Brasil, na Ásia, até sofrer uma contusão e não jogar nenhuma partida. Foi importante para o grupo e, agora também mostrou importância para o Milan. Emerson passou dos 30 anos, mas continua esbanjando entusiasmo. Ancelotti o colocou em ação para evitar qualquer reviravolta no jogo.
O Milan, que aplicou dinheiro em Kaká e não precisou gastar muito, também levou o Alexandre Pato, do Internacional, sabendo que ele será valorizado no futebol da Itália.
Quem trabalha bem nessa área é o Leonardo Nascimento de Araújo, que jogou muito pela Seleção do Brasil, principalmente em 1994. Leonardo é dirigente do Milan e responsável por indicar jogadores para o clube. Está agradando na função. O Milan vai ter de pensar em contratações, pois o "gás" do Maldini, um herói do clube, está acabando. Que o Leonardo continue buscando reforços no melhor futebol do mundo, o Brasil.
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