Famílias têm de cumprir metas no mutirão


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O programa Auto Construção, em que os moradores fazem suas casas em sistema de mutirão, contemplará, ao todo, 160 famílias. As primeiras 72 estão trabalhando no Jardim Santa Bárbara desde julho. Os contemplados são divididos em grupos de 24 pessoas e alternam os finais de semana na obra. Todos têm que cumprir 80 horas trabalhadas a cada três meses, caso contrário, deixam o mutirão e são substituídas pelos suplentes. Todos os beneficiados trabalham na construção de todas as casas, já que não sabem quais serão as suas - ao final, haverá um sorteio definindo quem fica com qual casa. Vanderlei Tristão, presidente da Prohab, disse que não é necessário que apenas o titular trabalhe. Ele pode ser substituído por um parente, mas é necessário ser representado na obra. Se a família mandar mais de dois ajudantes, as horas são contabilizadas em dobro. A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) é a responsável em ceder os materiais de construção e financiá-los em até 240 meses aos contemplados, que pagarão 15% do salário do que declararam, em média, R$ 60 por mês. A Prefeitura doou a área onde são erguidos os imóveis. As famílias foram selecionadas pela Prohab. Elas foram cadastradas num levantamento social feito pelo órgão no ano passado para saber quantas famílias viviam em condições subumanas. A expectativa é que até julho do próximo ano as 72 famílias mudem para a casa própria. A segunda etapa da construção, com 88 casas, começará em seguida.

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