A comerciante Maria Cristina Gomes esteve durante o dia todo cercada de amigos numa festa de confraternização de fim de ano na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). Bem humorada, ela chegou a conversar com algumas testemunhas, minutos antes de sair para ir embora. Paulo Sérgio Batista foi uma delas. Inclusive foi ele quem reconheceu o corpo da comerciante no local do acidente.
Segundo Batista, ele foi buscar sua mulher já no final da festa. “Minha esposa estava limpando o salão. Eu fiquei conhecendo a comerciante hoje na festa. Ela estava muito feliz.
Pelo pouco que conversei com ela, parecia ser muito digna. Me abraçou. Abraçou meu filho e disse que iria dar para ele uma bicicleta de presente de natal”, disse Paulo Sérgio.
Maria Cristina Gomes era dona de uma retífica de motores. Ela participava da festa ao lado do filho e do sobrinho. Segundo Paulo Sérgio, ela recebeu uma ligação em seu aparelho celular e saiu da festa. “Ela despediu de todos nós e disse que gostava de pessoas pobres como a gente. Uma amiga dela chegou a chorar quando ela disse que iria presentear meu filho. Parecia que ela não se importava em ficar com pessoas mais simples”, disse a testemunha.
Minutos depois de a comerciante sair da ETE, Paulo Sérgio e sua mulher seguiam pela rodovia quando viram as luzes da Polícia sinalizando um acidente do outro lado da pista. “Parei para ver o que estava acontecendo. Quando saltei a mureta (sic) reconheci o carro. Pedi para o bombeiro tirar o pano do corpo e vi que era a mesma mulher da festa”, disse a testemunha.
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