Final entre centenários


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O Boca é de 1905, o Milan de 1899. Dois clubes centenários, com muitos títulos, disputando mais um, o de campeão do mundo. O Milan já foi campeão em três vezes e o Boca também ganhou três títulos. Os dois adversários desde domingo vêm de vitórias difíceis. O Boca ganhou de 1 a 0 do Etoile, da Argélia, e o Milan bateu o Urawa, do Japão, pelo mesmo placar. Na última vez que decidiram o título, em 2003, o jogo terminou em 1 a 1. Nas penalidades, o Boca foi melhor. Há favorito? Nessas circunstâncias, não. Parece-me contudo, que o Milan, com elenco fortíssimo, tem melhores possibilidades de sucesso, além de ser um time brasileiro, com Kaká comandando. Foi dele a jogada para o gol de Seedorf, na vitória sobre os japoneses. A derrota histórica do Milan, para nós do Brasil, foi em 1963, contra o Santos. O sistema de disputa entre o campeão europeu e o campeão sul-americano era diferente: dois jogos e, em caso de empate, um terceiro. Acompanhei os três jogos. Em Milão, deu o time local, por 4 a 2. No segundo jogo, com o Maracanã lotado, deu Santos, também por 4 a 2. A chuva que caiu, no segundo tempo, beneficiou o Santos, principalmente pelas faltas cobradas por Pepe. Pelé não jogou pelo lado brasileiro, nem Zito. No lugar de Pelé estava Almir. No Milan, não jogou Dino Sani e o time teve outros desfalques. Na partida decisiva os contundidos continuaram de fora. O Santos ganhou por 1 a 0, gol de pênalti, cobrado por Dalmo. O Milan voltou a perder de um brasileiro, o São Paulo, em 1993. Era jogo decidido em um só confronto e ele foi em Tóquio, com Telê Santana dirigindo o Tricolor. O São Paulo ganhou por 3 a 2, em partida dramática. A história do Boca na competição não tem nenhum confronto, na decisão com time brasileiro, mas tem o Real Madrid, que o Boca venceu em 2000. Os dois clubes centenários merecem estar na decisão. Além de tudo, o melhor jogador do mundo, para a France Football e o World Soccer, estará em campo. O brasileiro Kaká poderá desequilibrar. Escrevi nesta coluna a respeito do Boca Juniors. Um clube de 100 anos com uma linda história. O Milan que surgiu como Milan Foot ball and Cricket Club, foi campeão da Itália em 1901. Voltou a ser campeão em 1906 e 1907. Em 1919 o clube passa a ser chamado de Milan Football Club. Na década de 50 ganha 4 títulos e tem um time de muita força. Em 1980 caiu para Série B por decisão da Federação ( participação em atos ilícitos). Em 1981, estava de volta à Série A como campeão da B. Voltou a cair em 1982 e novamente sobiu em 1983. É uma trajetória de muita raça e muitos títulos, nacionais e internacionais. No Milan, dois jogadores sempre estiveram em primeiro plano: Costacurta e Paolo Maldini. Foram sete vezes campeões e têm o maior número de presenças na equipe. O recordista é Paolo Maldini, que segue os passos do seu pai. Um brasileiro sempre lembrado é o Altafini, o nosso Mazola. Foi quatro vezes campeão na Itália, duas delas pelo Milan. Jair da Costa também foi quatro vezes campeão italiano, mas pelo Internazionale. O Milan é presidido por Silvio Berlusconi, que já foi primeiro ministro do país. Tem dado grande apoio às contratações e às participações do clube nos diversos torneios. O Milan já foi presidido por ex-jogadores, como aconteceu com Lazio, Inter, Juventus, Roma, etc. São sociedades, por ações, a maioria e, os donos das ações, elegem quem quiserem. É um futebol profissional de alto valor. Hoje, tem em seus quadros outro brasileiro que fez história por lá: o lateral Leonardo, aqyuele foi tetra com o Brasil nos EUA, mas acabou diante dos EUA.

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