A burocracia da máquina estatal e os infindáveis recursos e benefícios de que dispõem os servidores públicos dão certo conforto administrativo à categoria, como é o que ocorre com o médico RB.
No dia 22 de novembro, ele abandou seu turno na UBS do Jardim Aeroporto I alegando falta de segurança para o trabalho, já que não havia nenhum guarda civil municipal de plantão no local. O profissional, que ganha para prestar atendimento de urgência e emergência, em uma unidade destinada a isso, deixou a população sem o serviço e os colegas sem argumentos para dar à população. Foi advertido e uma sindicância instaurada para apurar a irregularidade.
Como naquele dia, na quinta-feira de madrugada ele decidiu que não iria esperar pelo colega que o renderia e simplesmente pegou suas coisas e foi embora. Ao contrário da primeira vez, não disse nada a ninguém.
Mesmo assim, a secretaria de Saúde não pode, por força de lei, tomar nenhuma medida preventiva contra o médico. Após o resultado da sindicância, que dura em média 30 dias, é que a administração poderá ou não demiti-lo do cargo.
Ontem, ao encontrar com a reportagem do Comércio na UBS do Horto, o secretário de Saúde Alexandre Ferreira disse que não tem como afastar ou punir imediatamente o médico. “São trâmites que temos de cumprir e só depois de apontada sua culpa é que saberemos o que fazer”, disse.
Na Divisão de Auditoria Interna da Prefeitura de Franca, 29 médicos já foram processados nos últimos três anos, desde que o prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) assumiu. Não foi informado o número de demissões.
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