Espancado por três moleques


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Franca parece estar igualada às cidades grandes. Pelo menos quando o assunto são crimes de intolerância e selvageria. A exemplo do que já havia acontecido em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, um morador de rua foi barbaramente agredido por um grupo de jovens. Paulo Henrique Farah, 35, foi covardemente espancado por três menores com idades de 14, 16 e 17 anos na madrugada de sexta-feira na concha acústica da Praça Central. O andarilho foi apedrejado e agredido a pauladas. Com ferimentos na cabeça, rosto e braços, foi medicado no PS “Doutor Janjão” e não corre perigo. Foi por pouco. A salvação do andarilho foram os policiais militares que patrulhavam a região e viram o espancamento. Os três menores foram levados para o Plantão de Polícia e confessaram as agressões. Eles foram presos numa cela especial e ficaram à disposição da Justiça. Paulo Henrique dorme na concha acústica da Praça Nossa Senhora da Conceição com freqüência. Passava das 4 da madrugada quando foi acordado pelos três adolescentes, que o atiraram para o meio da praça com violência. Sem entender o que ocorria, ele tentava se defender, mas, debilitado pelo uso de bebida alcoólica, foi dominado pelos menores. As marcas no corpo do morador de rua mostram a selvageria dos adolescentes, que além de chutes e socos, bateram na vítima usando pedaços de paus e jogando pedras do calçamento central. As partes mais atingidas foram cabeça e os braços. “Eu tentei me defender, mas eles foram mais fortes. Jogaram muitas pedras. Eles batiam na minha cabeça.”, disse Paulo Henrique com dificuldades devido aos ferimentos. O soldado Sobrinho e cabo Rubio, ambos da PM, salvaram o andarilho. “Eles jogavam pedras na cabeça do morador de rua, que já estava todo ensangüentado. Conseguimos prender os três. Eles poderiam ter matado a vítima, ali mesmo em frente à Matriz”, disse o cabo Rubio. Os menores tentaram justificar o ato monstruoso afirmando que o morador de rua havia tentado aliciar uma menina de 5 anos durante o dia no Calçadão da Voluntários da Franca. “Ele é estuprador e estuprador tem que morrer senhor (sic). Ele tentou pegar uma menininha de 5 anos, aí foi lamentável pra ele. Na hora que nóis (sic) pegou ele, nóis (sic) apedrejou ele senhor. Enquanto ele não caísse no chão nóis num ia parar (sic)”, disse o adolescente de 17 anos. A polícia não confirmou as informações e disse que o desempregado não cometeu nenhum delito. “Parece ser uma justificativa sem validade”, diz o soldado Sobrinho.

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