A casa do ‘meio-termo’


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A cada dia que passa de nossas efêmeras vidas, encontramos respostas que nos possibilitam descobertas enriquecedoras que nos retiram do lamaçal do “senso comum”, nos remetendo aos jardins do “senso crítico” – o lugar seguro para se exercitar e alcançar com lucidez maior percepção política. Principalmente quando o assunto é o “Plenário do Povo”, e alguns dos seus. Campo político instigante e bastante volúvel podendo apresentar diversos aspectos envolvendo aquelas já sabidas decisões que podem ser, mediante as orientações: favorável, desfavorável, negociável, discutível, manobrável, adiável, prorrogável e etc. Tudo dependendo das posições situacionistas e oposicionistas - o mais discreto ou incalculado movimento pode comprometer toda previsibilidade dos ‘acordões’ de bastidores - que raramente favorece a coletividade. Em nossa política-provinciana, existem aqueles que aderem e praticam um método “poderoso” para se passar pela vida-pública sem muitos desgastes e dissabores, distante de atuações que possam granjear adversários. Fazendo uso dos ensinamentos do grande filósofo Aristóteles, e o seu conceito do “Meio-termo”. Receita possibilitadora de projeção política sem precisar adotar posicionamentos enérgicos e contundentes, exigindo aquele polido discurso em voz pausada e bem calibrada, causando impressão de equilíbrio e sabedoria, habilidosamente recheado de argumentos pacificadores e conciliadores, soando doce e sedutor aos ouvidos dos desavisados. Identificar figuras políticas que fazem uso desse “método-aristotélico” é simples; basta observar seus discursos que sempre buscam um “ponto médio” - que é o “meio-termo”, resultando em posicionamentos ambíguos, através da notável “arte de bem falar” para engabelar. O descortinamento filosófico oferecido por Aristóteles para a humanidade foi enriquecedor - o “meio-termo” foi trazido à luz objetivando a felicidade do indivíduo que atingiria a harmonia subjetiva através do comportamento comedido em sua trajetória de vida. No entanto, após adequações convenientes, hoje é o método-filosófico que mais seduz, enganando corações. Não obstante, em muitos casos, levando à veneração de algo falseado com o intuito de dominar politicamente. Assim, órfãos de tutores arrojados e destemidos, esvaziam-se as esperanças de um povo por mudanças, que somente podem ser feitas com embates e defesas calorosas por uma cidade que está “maior”, mas que necessita emergentemente ser “melhor”. A começar pelos seus mandatários... RICARDO VERÍSSIMO JÚNIOR é funcionário público e integra o Conselho de Leitores do Comércio da Franca

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