Aconteceu de novo! Há alguns anos escrevi um artigo que foi publicado pelo Comércio, com o título “Etiqueta na igreja’. Nele, eu comentei sobre o comportamento de pessoas que atendem celulares, conversam e reservam lugares, principalmente em datas como do Dia da Padroeira. Na época, o monsenhor José Geraldo havia pedido que não se reservassem lugares, que igreja não era lugar para isso... Na missa de abertura da novena da Padroeira este ano, cheguei à igreja e me deparei com vários lugares reservados. Seguindo a orientação do monsenhor, sentei-me num desses lugares, ao lado de um jovem senhor, que ao ver que me sentava, disse: ‘está reservado’. Eu respondi: ‘na igreja não se reservam lugares’. Ele esperou um pouco, e em seguida me fuzilou com um ‘sem-educação!’. Aguardei um pouco para não causar mais constrangimentos e levantei-me pensando:’quem é o sem-educação? Eu estou seguindo a orientação do pároco e ele está infringindo uma norma básica de civilidade’. Escrevo porque ‘sem-educação’ não é um adjetivo que costuma vir associado ao meu nome...
Hermes Falleiros
é leitor do Comércio da Franca
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