300 pessoas assistem momento da prisão


| Tempo de leitura: 1 min
Imaginar que a rotina e as práticas do tenente Darcy Barreto fossem de conhecimento público em Miguelópolis, sem que nada tivesse sido feito até agora, por medo ou conivência, pode parecer tão ou mais cruel que o trauma que essas crianças mais cedo ou mais tarde desenvolverão. Pobres, pequenas, magras e frágeis, as meninas estavam assustadas na delegacia, ambiente em que permaneceram até perto das 3 horas de quinta-feira. Foram ouvidas separadamente pelos escrivães. Além da presença ostensiva da polícia, a imprensa também chamou a atenção. A conselheira tutelar Adalgisa Bueno aposta que as seqüelas dessa situação não demorarão a aparecer. “Daqui a poucos anos, elas começarão a despertar para a vida sexual e será nesse momento que vão perceber o que aconteceu”. Minutos após ser preso em sua casa, uma pequena multidão, com cerca de 300 pessoas, se formou na rua. A Polícia Militar manteve uma viatura parada em frente ao imóvel enquanto duraram os depoimentos. Ao menos dois vizinhos próximos, que estavam na delegacia até de madrugada, disseram ter medo de denunciar o tenente aposentado. Notavam a presença das crianças, suspeitavam do que pudesse acontecer, mas, por outro lado, temiam represálias porque sabiam das armas. Na conversa com alguns parentes das vítimas, apenas um dos pais demonstrava emoção. No resto, parecia haver um estranho silêncio e a vontade de encerrar o caso rapidamente. Darcy de Almeida Barreto foi indiciado por corrupção de menores, atentado violento ao pudor e posse ilegal de arma de fogo. Para o delegado Paulo de Cervantes, não seria crível achar que a Justiça desqualificaria qualquer dos crimes.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários