Polêmica, Omni reduz atuação em Franca


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A Omni International, polêmica empresa que atua com vendas de produtos pela internet, reduziu sua atuação em Franca. A informação é dos próprios associados, que temem a saída da empresa da cidade. A Omni nega que tenha reduzido a atuação ou que esteja deixando a cidade. De acordo com três sócios ouvidos pela reportagem, no lugar de quatro grandes e movimentadas reuniões nos salões do Shelton Inn com até 300 membros participantes no início de 2007, pequenas salas alugadas no centro da cidade abrigam hoje cerca de 50 membros em duas sessões locais e uma terceira em Ribeirão Preto. Por causa disso, membros como Andreza Toledo Machado e Robesson Pinto Machado temem acumular prejuízo maior com uma possível debandada da empresa. A Omni International é uma empresa que chegou à cidade causando polêmica. Inicialmente com cerca de 700 membros, a empresa oferece, além do serviço para intermediar a criação de sites para venda de produtos da própria empresa, compensação em dinheiro para novos adeptos. Para se associar à Omni, é preciso pagar uma taxa de R$ 4.690 mil. O dinheiro dá direito a uma página no portal da organização, além da infra-estrutura necessária, como logística, manutenção do site e as negociações com os fornecedores. Os associados ouvidos, porém, se dizem insatisfeitos. Além de Robesson e Andreza, Camila Cíntia Barbosa também está na lista. Eles contam que investiram R$ 4.690 cada mas, após meio ano no ar, não venderam nenhum produto e acusam a empresa de não dar o suporte necessário para avançarem. A falta de reuniões, para eles, é um problema. “Quando entramos (no negócio) nos disseram que a venda seria fácil e que nós teríamos apoio do setor de marketing da empresa. Não é o que está acontecendo. Eles nos dizem que temos que investir em propaganda para vender”, disse Robesson. Além de não obterem resultados satisfatórios com a loja virtual, também não conseguiram indicar nenhum novo associado nas reuniões. Contatada, a diretora da Omni em Franca, Cristiane Nakane, transferiu a “fatura” do insucesso aos próprios associados. “O que ocorre é que têm pessoas que não investem em seu negócio. Estes não sobrevivem por sua própria culpa”, disse Cristiane. Há quem concorde com a executiva. “Eu invisto no meu site e tenho ótimos ganhos. Já estou pensando em passar a vender produtos próprios e não mais apenas revender para a OmniLog”, disse Mateus, que não quis dar o nome completo. PIRÂMIDE Apesar de ter muitas características de um negócio do tipo pirâmide, a Omni International afirma que não depende da remuneração de novos associados, sendo o aporte inicial uma forma de gerar fluxo de caixa, conforme explicou o gerente de marketing da empresa, Felipe Mangabeira, em recente entrevista. No entanto, é importante que a pessoa que pensa em abrir um negócio virtual entenda todas as cláusulas do contrato, sem exceção. Uma boa leitura nos documentos em que constem as obrigações e deveres antes de assinar pode evitar dissabores com investimentos onerosos e pouco vantajosos.

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