PSs funcionarão mesmo sem contar com diretores clínicos


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A saída dos quatro diretores do PS “Dr. Janjão” e do PS Infantil não deve alterar a rotina de funcionamento das duas unidades. A afirmação é do secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira. Para ele, até ontem ainda eram desconhecidos os motivos que levaram os médicos a deixar os postos para os quais foram eleitos antes da metade do mandato. O Conselho Municipal de Medicina não oficiou a administração municipal sobre a saída. Mais uma vez, ninguém do órgão foi encontrado para falar do assunto. Os médicos Carlos Reis Jacometti e Janilton César Peixoto, respectivamente diretor e vice do PS Infantil, e Adriano Pimenta, diretor clínico do “Janjão”, e seu vice, Pedro Ângelo, deixaram os cargos juntos. O representante do CRM em Franca, médico Lavínio Camarim se recusou a atender a reportagem ontem e hoje. Ferreira afirmou também ter procurado por Camarim para saber o que motivou a saída dos quatro médicos, mas que não conseguiu falar com o dirigente. A Secretaria de Saúde, ainda segundo o secretário, não foi informada formal ou informalmente sobre o desligamento. De acordo com Alexandre Ferreira, o cargo de diretor clínico é uma exigência do conselho, sobre o qual a administração municipal não exerce influência. Por outro lado, ter as funções ocupadas parece não significar muita coisa. “Tê-los nos cargos é importante porque ajuda no fluxo dos trabalhos e no relacionamento com a equipe, mas essa não é condição sine qua non para manter a unidade aberta”, disse ele, que emendou: “com isso, o que pode acontecer? O CRM vai interditar o Janjão, vai mandar fechar o pronto-socorro?”, questionou o secretário.

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