Para a procuradora da República em Franca Daniela Poppi, a negativa do governo em instalar uma sede da Polícia Federal na cidade prejudicará o andamento dos inquéritos em aberto no Ministério Público Federal e, por conseguinte, a própria população. “Tudo vai continuar na situação que está. Não terá nenhum prejuízo novo. O problema é que tudo ficará do mesmo jeito”, afirmou.
De acordo com Daniela, uma das principais exigências do Ministério da Justiça, responsável pela PF, para instalar uma delegacia da corporação, é que a cidade interessada possua uma média superior a 150 inquéritos. Atualmente, em Franca, há 270 em andamento. Alguns deles chegam a durar quatro anos e uma das justificativas para a morosidade é justamente a distância da PF. “A delegacia de Ribeirão é responsável por vários municípios.
Só na circunscrição de Franca são 13. É uma demanda muito grande para eles”, disse a procuradora.
Por conta de tais problemas e estatísticas, Daniela disse que não faltam argumentos para que os políticos locais continuem insistindo em Brasília para que a PF chegue à cidade. “Se este ano não deu certo, não se pode desistir. No ano que vem é necessário levantar a bandeira novamente”.
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