Dados do Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), órgão responsável por receber embalagens e dar o destino final a elas, registram que mais de 90% dos agricultores brasileiros devolvem as embalagens vazias de produtos agrotóxicos.
No período de janeiro a outubro deste ano, mais de 18 mil toneladas de vasilhames deixaram de ser jogadas no meio ambiente.
O índice é 11% maior que no mesmo período do ano passado. Em São Paulo, segundo Estado com maior número de vasilhames, o aumento foi de 2,2%. Mais de 2 mil toneladas foram devolvidas pelos agricultores.
No Brasil funcionam 108 centrais (como a de Ituverava) e 257 postos (como o de Franca). Em Paulo são 13 centrais e 31 postos.
Dar uma destinação correta às embalagens vazias de produtos agrotóxicos se tornou uma obrigação, conforme lei federal, com o intuito de reduzir os riscos de contaminação do meio ambiente e também de quem lida diretamente com defensivos agrícolas. Como a devolução acontece, em geral, apenas ao fim da colheita, as embalagens precisam ser lavadas antes de serem armazenadas.
Para evitar qualquer resíduo, os agricultores devem lavar a embalagem três vezes antes de guardá-la. A cafeicultora Sueli Fernandes, de Jeriquara, sabe bem executar o processo. "As embalagens são lavadas no tanque com água. O líquido volta para a bomba (acoplada ao trator) que é jogada na lavoura", explica ela.
Outro processo importante é furar as embalagens para evitar que resíduos fiquem acumulados. Depois é só depositar em um local fechado e esperar o fim da lavoura para enviar os vasilhames para o Posto de Recebimento de Embalagens de Franca.
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