O Natal está próximo e quando se pensa em presentes as primeiras coisas lembradas são brinquedos, roupas, MP4, perfumes etc. Mas o livro pode ser uma boa opção e não precisam ser presentes apenas para intelectual. As livrarias de Franca apresentam bons títulos para agradar todos os gostos e todas as idades.
O estímulo à leitura deve começar cedo. Para isso, nada melhor do que presentear a garotada com livros, ao invés dos famosos e caros videogames ou bonecas da moda. O clássico O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, é leitura (quase) obrigatória para todas as idades. Através de uma narrativa poética, o livro fala dos mistérios da infância, trazendo a lembrança de questionamentos, quase imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. O Pequeno Príncipe, da editora Ediouro, pode ser encontrado na Livraria Martins por R$ 31,90.
A vendedora da Martins, Célia Balduíno de Andrade Cruz, também recomenda livros da Série em Desventuras, da Cia. das Letras. “São 13 volumes, com histórias interessantes, com preços entre R$ 27 e R$ 29. Os livros infanto-juvenis do Rubem Alves também são boas dicas e custam entre R$ 12,90 e R$ 14,90”.
Para as meninas, uma dica especial: a coleção Diário da Princesa, da editora Galera Record. São 10 volumes que narram as aventuras da adolescente Mia. Os livros podem ser encontrados nas livrarias Martins e Universo Cultural e custam entre R$ 33 e R$ 35.
Para os mais crescidinhos, títulos não faltam. A vendedora Adma Aparecida Careta, da Universo Cultural, disse que os livros mais vendidos são os lançamentos, principalmente aqueles que aparecem em jornais e revistas. E apesar da fama de que brasileiro não tem o hábito da leitura, as vendas nessa época do ano aumentam. “Nós temos um aumento de até 50% nas vendas no Natal”, conta Adma.
Entre os livros que figuram entre os mais procurados estão A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak, (R$ 39,90 nas duas livrarias), A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, (R$ 39,90 nas duas livrarias), Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia (R$ 49,90 nas duas livrarias), Nunca Desista de Seus Sonhos (R$ 19,90 nas duas livrarias) e Elite da Tropa (R$ 39,90 na Livraria Universo Cultural).
SUGESTÕES DE QUEM ENTENDE
Algumas pessoas ligadas à literatura em Franca também deram dicas de livros para presentear. Para quem gosta de literatura elevada à sua máxima potência, a presidente do Conselho de Administração do Comércio, Sônia Machiavelli, sugere Prelúdio e Outros Contos, de Katherine Mansfield, que a Cosacnaif lança neste dezembro. “Neozelandeza, a escritora é uma das primeiras a romper com o cânone da narrativa realista, criando texto moderno, não-linear, marcado pela observação dos diversos prismas de uma dada realidade. Ela exerceu forte influência sobre Clarice Lispector”.
A médica Eny Miranda, colaboradora do caderno Nossas Letras, e membro da Academia Francana de Letras, daria como presente a antologia Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século, da editora Objetiva, organizado por Italo Moriconi. “Não é um livro recente, mas todo mundo deveria ter. O organizador fez uma belíssima seleção de poemas, tem um apanhado de obras de cada época, desde poetas consagrados até os mais atuais”.
Da poesia para o romance, a advogada Tânia Liporoni, colaboradora do Nossas Letras e membro da Academia, recomenda O Passado, de Alan Pauls. “Ele participou da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) deste ano, vi uma entrevista dele na TV e comprei o livro. Hector Babenco lançou recentemente um filme, com o mesmo nome, baseado neste livro. O narrador é um homem que não consegue se libertar de um relacionamento neurótico que se perpetua por anos”. Sem esquecer dos clássicos da literatura, Tânia também recomenda Grande Sertão: Veredas, obra-prima de Guimarães Rosa.
O jornalista e escritor Antônio Coutinho sugere outro clássico para presente: Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski. “É um livro que conta dramas pessoais e tem muito a ver com a realidade brasileira. Mesmo o autor sendo russo e a obra ter sido escrita no século 19, é um livro que pode remeter ao espírito de final de ano, estimulando a solidariedade”.
O historiador José Chiachiri Filho lembra Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. “O nome do livro é a temperatura em que uma folha de papel entra em combustão. O mundo está precisando ver o perigo que representa a falta de leitura. O autor condena a opressão norte-americana, é um grito contra o sufoco da tecnologia. E escreveu isso há mais de 50 anos”.
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