Sob clima tenso, Joaquim é reeleito presidente


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Com 11 votos dos 15 possíveis, o vereador Joaquim Ribeiro (PSB) garantiu sua permanência na presidência da Câmara dos Vereadores por mais um ano. O placar da eleição, que ocorreu na tarde de ontem, em sessão especial, havia sido antecipado pelo Comércio em sua edição de ontem. O adversário natural de Joaquim, Marcelo Mambrini (PMN), desistiu na última hora, o que abriu ainda mais o caminho para a vitória do peessebista. Graciela David Ambrósio (PP) e Marcelo Valim (PSDB) obtiveram um voto cada. A Mesa Diretora também não mudará para o próximo ano, com os tucanos Luiz Carlos Fernandes e Rui Engrácia, respectivamente, respondendo pela primeira e segunda secretarias. Valim continua na vice-presidência. As 13 comissões permanentes do Legislativo também foram nomeadas ontem. Ribeiro adotou um discurso modesto após a vitória. Disse que não fez campanha e que sua reeleição não foi focada em vaidades pessoais ou busca de poder, mas no “bem comum” da Câmara. “O único objetivo que trago é facilitar o trabalho dos vereadores, o que fiz durante o ano de 2007 para que eles bem sirvam à população”, afirmou. Antes da votação, os vereadores do PT, Gilson Pelizaro e Silas Cuba, acusaram Ribeiro e os demais vereadores de seguir uma “cola”, supostamente enviada do gabinete do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que orientava em quem cada um deveria votar para cada cargo. O presidente negou a existência de tal artifício. “Não tenho conhecimento dessa cola (...) Não conheço a razão da manifestação dos vereadores do PT”. Outros vereadores também se irritaram, a princípio, com a “colinha”, que foi deixada em suas mesas no plenário. Foi o caso de Mambrini, que amassou a folha de papel e a jogou sobre a mesa. Minutos depois, aparentemente arrependido, o próprio Mambrini foi visto conversando com Edvaldo Costa, assessor de Rocha, pedindo outra cópia, que acabou sendo fornecida. Na Justiça A eleição de ontem poderá terminar na Justiça. Pelizaro disse que foi desrespeitada a proporcionalidade partidária na formação da Mesa Diretora, que conta com dois tucanos e um peessebista. “Se considerar que o vice-presidente também é do PSDB, não houve divisão alguma. Assumiram praticamente tudo. Não é assim, pois temos oito partidos representados na Câmara”, disse. Pelizaro oficializou ontem mesmo sua reclamação junto à presidência e promete ir mais longe se Joaquim Ribeiro não mexer no caso. “É desrespeito à Constituição o que está acontecendo. Se for preciso, vou levar o caso à Justiça”, disse. Outro fator que irritou Pelizaro foi a negativa de Ribeiro do uso da tribuna antes da votação. Em sinal de protesto, o petista e seu colega de partido, Silas Cuba, deixaram o plenário no momento da votação para a presidência e mesa. “Mais uma vez, o Regimento Interno foi rasgado na Câmara”.

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