Diretores ‘debandam’ e deixam PS sem direção


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Foto de arquivo mostra a fachada do Pronto-Socorro “Dr. Janjão”: com saída de diretores, pronto-socorro está irregular; secretário de Saúde não é encontrado para comentar
Foto de arquivo mostra a fachada do Pronto-Socorro “Dr. Janjão”: com saída de diretores, pronto-socorro está irregular; secretário de Saúde não é encontrado para comentar
Quatro médicos que ocupavam cargos de direção nos dois pronto-socorros mais importantes de Franca pediram demissão em um espaço de uma semana. Carlos Reis Jacometti e Janilton César Peixoto, eleitos para a direção do PS Infantil, renunciaram ao cargo no dia 30 de novembro. Três dias depois, foi a vez de Adriano Pimenta e Pedro Ângelo, respectivamente diretor clínico e vice-diretor do pronto-socorro municipal, o “Doutor Janjão”. As duas unidades funcionam irregularmente desde então (veja mais no intertítulo). Eleitos para ocupar a diretoria clínica por dois anos, eles deixaram os cargos menos de um ano depois. Oficialmente, três deles alegaram falta de tempo para exercer suas atribuições. Nos bastidores, o Comércio apurou que a debandada em bloco pode ter ocorrido por divergências com o CRM (Conselho Regional de Medicina). Os quatro médicos são funcionários de carreira da Prefeitura e, como servidores públicos, continuam vinculados à administração municipal. Em conversa por telefone, todos eles, à exceção de Jacometti, que não atendeu às ligações, atribuíram suas saídas a questões pessoais. Disseram que não estariam tendo tempo para exercer o cargo adequadamente. Pimenta negou que houvesse qualquer problema de ordem administrativa com o CRM. Questionado sobre quem havia assumido a diretoria do “Dr. Janjão” após sua saída, o médico afirmou que Pedro Ângelo, o vice, ficaria com o cargo. “Sei que ele assumiu após a minha saída, mas não sei se continua por lá ainda”, afirmou. Estranhamente, tanto Pimenta quanto Ângelo assinaram o pedido de exoneração praticamente juntos, segundo informação deste, que mora na vizinha Ibiraci (MG). Pelo celular, no início da noite de ontem, confirmou que a decisão de sair foi tomada conjuntamente pelos dois profissionais. Procurado insistentemente na tarde e noite de ontem para esclarecer qual seria a relação do CRM com o episódio, o representante da entidade em Franca, Lavínio Camarim, não falou com a reportagem. IRREGULAR Os cargos de diretoria são exigidos por lei e obrigatórios para o funcionamento de qualquer unidade hospitalar, de emergência ou pronto atendimento. Na prática, os dois pronto-socorros de Franca estão funcionando irregularmente. Segundo a resolução 1.342/91 do CFM (Conselho Federal de Medicina), a saída do diretor técnico e clínico da chefia de qualquer serviço médico deve ser precedida da escolha de novos nomes. A resolução não fala em carência para a vacância do cargo, sendo imediata a nomeação de um sucessor. “A substituição do diretor afastado deverá ocorrer de imediato, obrigando-se o diretor que assume o cargo a fazer a devida notificação ao Conselho Regional de Medicina”, diz o documento. Com a súbita exoneração dos diretores, as duas unidades ficam desamparadas em questões legais que deveriam ser de competência do CRM. O médico Renato Del Bianco, chefe do setor de urgência e emergência do “Dr. Janjão”, que informalmente responde pela unidade, não quis comentar a saída dos superiores, alegando que o assunto era restrito ao secretário de Saúde, Alexandre Ferreira (veja mais no texto acima).

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