O presidente do Conselho Regional de Medicina de Franca, o médico Lavínio Camarin, não quis falar com a reportagem ontem. Ao meio-dia, por telefone, uma funcionária de seu consultório pediu para que a reportagem voltasse a ligar em 10 minutos, já que Camarin estava finalizando um atendimento. Às 12h20, a mesma funcionária informou que ele não poderia mais atender pois estaria a caminho de São Paulo. Depois disso, foram oito ligações para o seu celular, sem que nenhuma fosse atendida.
Na sede do Cremesp na capital, na Rua da Consolação, a informação dos atendentes é de que não tinham como saber da localização de Camarim e nem mesmo se ele tinha agenda no órgão na tarde de ontem. A última ligação para o seu celular ocorreu às 20h15.
O delegado do CRM, Carlos Riad, contactado pelo Comércio, não quis comentar o caso. Apenas o presidente do Conselho teria atribuição para falar sobre isso.
Também o secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, não foi localizado. Segundo sua secretária, ele estaria participando de uma reunião em Ribeirão Preto. Da mesma forma, não atendeu às ligações. A última tentativa foi feita às 20 horas.
Na conversa com um funcionário com cargo ligado à direção do pronto-socorro municipal, a pressão do CRM sobre a atuação dos médicos teria precipitado a saída dos quatro de uma única vez. A fonte ouvida pelo jornal acredita que outras divergências tenham motivado a decisão.
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