Na contra-mão, Franca vê cenário positivo em 2008


| Tempo de leitura: 2 min
Sapateiros em linha de produção: industriais acreditam em setor estável, com viés de alta, para 2008
Sapateiros em linha de produção: industriais acreditam em setor estável, com viés de alta, para 2008
Queda de 5,2% nas exportações. Trinta e quatro mil postos de trabalho a menos. Produção encolhida em 31 milhões de pares. Se é negra a projeção para a indústria de calçados no Brasil, divulgada nesta semana pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) para 2008, ao menos em Franca, o cenário parece menos assustador. A conclusão consta de um estudo, elaborado pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçado de Franca), que será divulgado na próxima quinta-feira. Nele, a entidade tornará públicos os números da produção em 2007 e fará uma projeção de como será 2008 para os calçadistas. Sem antecipar os números exatos, Jorge Donadelli, presidente da entidade, crê que Franca manterá o atual nível de produção, emprego e exportações, com chances, inclusive, de aumentar os índices. “A nossa expectativa é de que teremos um ano um pouco melhor”, disse, ressaltando que o “grande responsável pela manutenção será o mercado interno”. No último mês de outubro, cerca de 28,8 mil pessoas trabalhavam no setor calçadista em Franca. Em 2007, a produção deve ficar em 5,8 milhões de pares, índices semelhantes aos de 2006. Se confirmadas as previsões de Donadelli, os índices devem, no mínimo, ser mantidos em 2008. “O mercado interno tende a crescer. Vamos fechar este ano recuperados e esperamos que o próximo ano seja bom”, disse Donadelli. Para o economista e professor do Uni-facef Hélio Braga Filho, o setor apresenta boas perspectivas. “Não esperamos uma explosão de empregos, mas um bom quadro de ofertas”, avalia. ANIMADOS Enquanto o Sindifranca prepara os dados oficiais, os calçadistas mostram expectativas otimistas. Jaime Borges, diretor da Calçados Stefanello, é um deles. Sua fábrica, de apenas 12 anos, teve seu pior momento em 2006, quando a produção caiu de 1,2 mil pares por dia para menos de 500 por conta da queda nas exportações. Em 2007, o quadro mudou pouco. Ele conseguirá fechar o ano produzindo 600 pares por dia, mas garante que a empresa está melhor. “Consegui pagar todas as contas”, diz, acrescentando que já tem pedidos para a primeira quinzena do próximo ano. Outro a demonstrar otimismo é Tétti Brigagão, gerente de marketing da Sândalo. A empresa, que comercializa cerca de 2,7 mil pares por dia, acredita que Franca não faz parte das estatísticas da Abicalçados. “Estamos nos adaptando. Em 2008, vão acontecer coisas boas. Vamos sofrer um pouco, mas não será alarmante”. Miguel Betarello, da Agabê, é outro que acredita em dias melhores. “Estamos apostando em calçados de alta qualidade, com maior valor agregado. Exportar para a Europa é uma opção e, no médio prazo, acreditamos na manutenção de nossa estrutura em Franca”, afirma.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários