Mulher acusa policial de abuso de autoridade no Brasilândia


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Uma sapateira de 22 anos acusa um policial militar de agir com truculência e abuso de autoridade durante o atendimento de uma ocorrência no Jardim Brasilândia. A mulher alega que ela e o marido foram agredidos pelo soldado, que invadiu sua casa em busca de um fugitivo. Com hematomas nos braços e no rosto, a sapateira passou por exame de corpo de delito e pretende denunciar o caso à Corregedoria da PM. Madrugada de segunda-feira, 2h30. DFS, 22, e seu marido, o sapateiro ADB, 19, estavam dormindo quando foram acordados pelos gritos de socorro de um rapaz conhecido como Gustavo, primo do morador da casa. “Já era tarde e escutamos gritos na rua e um barulho no portão. Quando abri, vi os policiais na porta de casa dizendo que um fugitivo tinha entrado no meu quintal. Falei que eles podiam olhar. O rapaz estava na casa do lado”, disse a sapateira. Segundo a mulher, vizinhos ajudaram na captura do indivíduo que a polícia estava procurando. Ele seria suspeito de ter furtado residências no bairro. A sapateira alega que, durante a prisão, o rapaz conseguiu se soltar e entrou em sua casa. “Gritei para os policiais saírem da minha casa. Nunca vi uma coisa daquela. Um policial me pegou pelo braço, me socou o rosto e disse que ia me levar presa. Não entendi porque ele fez isso. Estou machucada e quero justiça. Acho que ele não podia ter feito aquilo”. O caso deverá ser apurado pela Secção de Justiça e Disciplina do 15º Batalhão. A mulher já foi ouvida e, segundo a assessoria de comunicação da polícia, uma investigação deve apurar se procedem os fatos denunciados. A sapateira não soube informar o nome do soldado que supostamente teria lhe agredido. Já o acusado de furto foi levado ao Plantão para averiguação e depoimento, e liberado em seguida.

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