Padre constrói calçada e cria polêmica no Jd. Tropical


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SEM SAÍDA - Calçada criada por padre sem autorização interrompe tráfego: moradores estão irritados
SEM SAÍDA - Calçada criada por padre sem autorização interrompe tráfego: moradores estão irritados
O fechamento da Rua Luzia Trajano Barão, no Jardim Tropical, em frente à Igreja São Vicente de Paulo, tem causado polêmica no bairro. De um lado, estão os moradores vizinhos do templo que se sentem prejudicados em seu direito de ir e vir, já que uma calçada está sendo construída no local. Do outro, o padre Idair Perina, pároco da igreja, que alega questões de segurança para defender o fechamento da via e, por isso, decidiu iniciar a construção da calçada. A briga envolvendo os moradores e o padre começou no início do ano, quando foram colocados paralelepípedos (espécie de tartaruga) no cruzamento da Rua Luzia com a Iracy Pereira Goulart. A medida teria sido tomada para melhorar a segurança no local depois da ocorrência de acidentes de trânsito. Ninguém soube informar quem seria o responsável pela colocação das “tartarugas”. O padre disse ser a Prefeitura, mas o chefe da Divisão Municipal de Trânsito, Sérgio Buranelli, afirmou desconhecer o assunto. O fato é que, não satisfeito com o resultado da medida, na última segunda-feira, o sacerdote teria começado a construir uma calçada no lugar onde hoje existe a rua. A calçada interligará a igreja e uma praça que fica de frente para o templo. Foi a gota d’água para que moradores organizassem um abaixo-assinado pedindo providências à Prefeitura. Com a construção da calçada, o trânsito, que até então era permitido para motos e bicicletas, ficou completamente impedido, fazendo com que muitos motoristas utilizem a praça como desvio, o que tem irritado os moradores do quarteirão. A pespontadeira Solange Maria Mendonça, 41, moradora da região há 18 anos, se diz uma das principais atingidas. A casa dela fica no cruzamento onde a calçada está sendo construída. “Sem nos consultar a rua ficou sem saída. Não perguntaram nossa opinião. Além disso, quando tem missa ou casamento, fico trancada dentro de casa, pois não tenho como sair com o carro”. A rua em que ela mora não tem saída. A única que havia era justamente onde a calçada está sendo feita. “Antes pelo menos conseguíamos passar de moto ou bicicleta, agora, com a obra, nem isso é possível”. Proprietária de um bar na Rua Luzia Trajano, Maria Amélia Ribeiro também reclama das medidas adotadas e diz que a rua fechada tem prejudicado o seu estabelecimento. “Os vendedores reclamam que ficou mais difícil para chegar ao bar. Isso é ruim para nós”. O cabeleireiro Giuliano Maia Silva, 36, disse que a obstrução da via fez com que o movimento de seu salão caísse, obrigando-o a mudar de ponto. “Ninguém conseguia me achar. Precisei alugar um novo imóvel. Ficou muito ruim mesmo”. Segundo os moradores, que prepararam o abaixo-assinado para encaminhar à prefeitura pedindo providências, o problema se resolveria com a abertura da rua que poderia ser fechada eventualmente para as missas e casamentos. “Era só colocar cavaletes nos horários de missa”, disse Giuliano. Informado da polêmica no bairro pelo Comércio, o chefe da Divisão Municipal de Trânsito disse que visitará o local para, então, decidir quais serão as providências a serem tomadas.

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