O pároco da Igreja São Vicente de Paulo, padre Idair Perina, disse ao Comércio que o fechamento da Rua Luzia Trajano Barão, em frente à igreja que ele comanda, tem sido mal compreendido. Segundo ele, a medida teria sido autorizada pela Prefeitura de Franca e solicitada pela comunidade por meio de um abaixo-assinado com 4 mil nomes.
Padre Idair disse que a solicitação foi feita depois da ocorrência de atropelamentos e duas mortes na porta da igreja, há cerca de três anos. “A colocação dos paralelepípedos (“tartarugas”) e a mudança de direção na rua foi feita pela Prefeitura. Eu não tenho autoridade para mudar nada. Não foi o padre Idair que fechou a rua”.
O religioso, no entanto, assumiu que a construção da calçada está sendo realizada pela igreja. “Adotamos a praça e quero fazer melhorias. A calçada ajudará a melhorar a passagem de motos e bicicletas pelo local”.
A Igreja São Vicente é sede da paróquia de mesmo nome e recebe por fim de semana em média de 3 mil fiéis. “O movimento é muito grande não tem como a rua ficar aberta, mas se a Prefeitura quiser abrir não vou impedir”.
Procurado pela reportagem, o tenente Sérgio Buranelli, chefe da Divisão de Trânsito, disse desconhecer o que ocorre no local e não soube informar se o fechamento da rua foi ou não autorizado. “Sei qual é a rua, mas não tenho conhecimento do que está acontecendo. Não participei da autorização disso (...) Vou verificar a situação e, então, me posicionarei”.
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