Fibras de bananeira viram arte nas mãos de artista


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Um espaço que tece a natureza e a transforma em arte. Assim pode ser definida a exposição da aposentada Silene Gouvea Figueiredo, 68, que até 20 de dezembro apresenta algumas de suas obras no Celeiro Espaço Sociodramático, localizado na Rua Virgínio Pereira, 1625, no Bairro Estação. O horário para visitação é de segunda a sexta-feira, das 9 às 11 e das 14 às 18 horas. A entrada é franca. A exposição também é uma boa ação à natureza. Tudo começa quando a artista faz uso de fibras de folhas de bananeira para confeccionar caixas de madeira e cestinhas. Os mais curiosos são chamados à atenção quando reparam que dentro das caixas são montados kits, seja os de viagem, ou mesmo para fazer a unha. “Após o corte do cacho de banana, aproveito o pseudo-caule. Depois da secagem deles, aplico uma substância natural para evitar fungos e crio a minha arte”, detalha a artista, mais conhecida como Sé. Além de caixas e cestas, ela também constrói com criatividade fantoches, mosaico e peças de bordado e pintura que estão sendo vendidas no espaço. “A resposta do público foi muito boa, tanto que não sobrou quase nada”, comemora ela. Mas a alegria não foi apenas de Sé. Martha Figueiredo, coordenadora do Celeiro, também falou ao Comércio sobre o projeto. “Este trabalho dela é muito importante pois resgata a força da transformação a partir de algo simples. As fibras de bananeira que todos jogam fora, aqui são transformadas em arte”. Ainda segundo a orientadora, o Celeiro é motivo de orgulho para Franca. Afinal, lá é um espaço onde há grupos de psicodrama, de arte, de artista espontâneo e de teatro espontâneo. “Nosso espaço é muito rico”, diz ela.

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