Para efeito de comparação, o Ibam dividiu os municípios de acordo com o total de imposto repassado. São municípios miseráveis os que têm receita per capta de até R$ 499. As cidades pobres estariam com receita entre R$ 500 e R$ 749, seguidas pelos que estão em situação delicada, com receita entre R$ 750 e R$ 999 - caso de Franca.
As administrações que têm receitas entre R$ 1 mil e R$ 1.499 são consideradas razoáveis, seguidas pelos municípios em boa situação, com rendimentos entre R$ 1.500 e R$ 2.499. Já os municípios em muito boa situação são os que têm receita per capita de R$ 2.500 a R$ 4.999, seguidos pelas cidades com arrecadação acima de R$ 5 mil por moradores, que seriam os de ótima situação.
O realizador da pesquisa Ibam, François Bremaeker, diz que a tendência é que municípios menores tenham arrecadação per capta maior e diz que os números apontam que deva haver uma melhor distribuição dos valores arrecadados em todo o País. “Estes dados mostram que é necessária a construção de um novo Pacto Federativo, onde a participação dos Municípios deve ser muito maior do que a que têm hoje em dia. Hoje ficam com 17% da receita pública e deveriam ficar com algo em torno de 23,9%. Afinal de contas, o cidadão mora no Município e são os agentes políticos locais que são procurados pela população para resolver seus problemas”.
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