Triste dupla de fracassos


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O futebol é o esporte-paixão dos brasileiros. Promove alegrias e tristezas. E pode até provocar mortes nas disputas em que, às vezes, transformam os torcedores e os atiram à criminalidade. Falham as advertências da Justiça e da Polícia, protestam jornais e radialistas, sensibilidades apaixonadas e desesperadas vão às vias de fato. E isso leva os associados de times infelizes a mergulhar em fases de luto e amarguras. Neste Estado, duas torcidas aguardavam ansiosas o resultado de seus times, pois eles precisariam jogar com o coração e a esperança para levantarem a bandeira da vitória. Encontros do Corínthians, que enfrentaria o Grêmio, de Porto Alegre; e o Palmeiras, de São Paulo, que duelaria com o Atlético, de Minas Gerais. Os dois clubes paulistas possuem torcidas fanáticas, sempre ciosas do valor de sua agremiação; por elas riem e choram, porfiam e festejam, a alma e o coração dos jovens esportistas se ralam de dor e, também, explodem nos momentos adversos de derrota. Desculpem-me os leitores estes comentários: creio que a ética para os futebolistas e para os seus torcedores se transforme em paixão e, assim, cada derrota dói na alma. E essas observações transparecem no noticiário dos jornais. E devo mencionar o que ocorreu neste 1º domingo de dezembro: dois “times do coração”, de São Paulo, decepcionaram sua torcida, que tanto esperava deles para não cair, pois nesse jogo, o Corínthians precisava vencer o Grêmio, e para chegar à disputa da Taça Libertadores da América, o Palmeiras deveria livrar-se do Atlético. E saiu tudo ao contrário. E as mágoas dessas derrotas passaram a negrejar no Estadão do dia 3. Anotem: o Estadão colocou na 1ª página este título a respeito do Corínthians: “Uma nação de luto!”. Na 2ª página, esta matéria: “Clima de velório no vestiário!”. O corintiano apaixonado João Paulo Tonidandel lamentou a derrota: “É o mais triste do que quando minha mãe morreu!”. O Estadão, referindo-se à tensão e surpresa dos fãs que viam o jogo pela televisão: “Uma tarde de agonia pela televisão!”. Já no caso do Palmeiras - o velho Palestra - o Estadão não foi menos feroz e implacável, pois esta é a manchete terrível: “Vergonha no Palestra Itália!”. E outras matérias assim: “Após fracasso, Edmundo já arruma as malas!”. E mais esta, relativa a Rodrigão, goleador do Palmeiras: “Rodrigão chora no gramado do Palmeiras!”. Enfim, há dois ou três comentários que a gente deve fazer, em termos de conhecimento. E de crítica dos desastres esportivos que abalaram Corínthians e Palmeiras: primeiro, fracasso de ambos os times por absoluta incompetência dos diretores de ambas as esquadras; segundo, corrupção e vaidade, segundo a imprensa paulista. Os dois clubes paulistas, que não souberam manter a grandeza histórica de seu passado, devem agora enfrentar a crítica de seus associados, por um lado, e a crítica veemente da imprensa, por outro lado: “Corínthians e Palmeiras foram grandes campeões, no passado, e essa grandeza ética precisa ser encontrada para a alegria dos esportistas de São Paulo, que despreza corruptos e incompetentes.

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