Após ter celebrado solenemente a nossa padroeira, a Imaculada Conceição, estamos vivendo o segundo domingo preparatório para o Natal; é o tempo do Advento.
Os trechos da palavra de Deus que serão proclamados nas missas deste domingo nos ajudam a rever o nosso modo de ser e, na conversão diária, estar disposto a seguir o Cristo.
Na primeira leitura o profeta Isaías nos apresenta um sonho. Ele fala de um mundo vivendo em plena harmonia. Todos se deixam conduzir por sentimentos de amor.
Desse modo o profeta Isaías quer infundir nas pessoas do seu povo que um dia o Senhor restabelecerá no mundo a Paz que reinava no paraíso terrestre, antes do pecado. O profeta fala de um rei. Quem é esse rei?
Para nós esta profecia é uma mensagem de esperança. Mesmo após o nascimento de Cristo, os fortes continuam prejudicando os pobres, os fracos, as atitudes provocadas pelo ódio continuam existindo.
Falta renunciar ao nosso coração maldoso marcado por egoísmo, por ódio e vingança. Enquanto não aceitamos a mudança do nosso coração, Jesus não poderá chegar, o seu Reino não poderá se estabelecer, nunca será Natal na nossa família, na nossa comunidade, no nosso país e no mundo.
Na segunda leitura, Paulo se encontra preocupado com as tensões que havia dentro da comunidade de Roma, entre dois grupos de cristãos.
Os dois grupos se insultavam mutuamente: uns julgavam os outros, desprezavam-se, viviam como concorrentes!
Paulo aconselha para todos a caridade, o amor, o respeito recíproco e utiliza, como argumento decisivo, o exemplo de Cristo. Jesus, diz Paulo, colocou-se a serviço dos outros. Aquele que quer ser seu discípulo deve dar atenção ao bem dos irmãos e a praticar, sem cessar, a caridade.
Para nós devemos aprender que na Igreja devemos viver o diálogo, o respeito e a compreensão para com os limites dos irmãos.
O evangelho nos apresenta a figura de João Batista. Ele era um homem austero. Se quisermos resumir toda a mensagem do Batista devemos lembrar a seguinte frase do evangelho: “O reino de Deus está perto, mudai o vosso coração”. Pelo batismo que João pregava e realizava ficava claro que o homem que se lança em Deus morre aos costumes errados e assume uma vida nova plantada na graça de quem é envolvido por Deus.
O objetivo de João é preparar o coração dos que querem acolher Jesus e, além de prepará-los, ele também aponta o Cristo, isto é, indica quem é Jesus.
João chama à conversão. O povo simples que o escuta, por estar insatisfeito com as próprias condições, e desejoso de mudanças, abre imediatamente o coração à pregação do Batista: arrepende-se, chora, reconhece seus erros e pede o batismo.
Os fariseus e saduceus, que possuem nas mãos o poder religioso e econômico, não pensam em mudar seus esquemas. Até o escutam, mas não aderem às suas propostas. Aquilo que o Batista anuncia serve para nós: se queremos que o Senhor venha, se temos vontade de participar do seu Reino, devemos mudar o nosso coração.
Todos os dias corremos o risco de repetir o mesmo erro dos fariseus e saduceus. Se não mudarmos de fato o nosso coração, não conseguiremos alcançar em plenitude a Vida.
O QUE É “NATAL”?
Natal significa “nascimento”.
Celebrar o dia de Natal é celebrar o dia do nascimento.
Por isso chamamos o dia do aniversário de uma pessoa de “aniversário natalício”. Isto é, aniversário de nascimento.
NO QUE CONSISTE?
No Natal celebramos o aniversário do nascimento de Jesus.
Ele nasceu uma só vez, há mais de dois mil anos, mas nós recordamos esse acontecimento extraordinário todos os anos, no dia 25 de dezembro.
POR QUE É IMPORTANTE?
Porque o Natal é a celebração do nascimento do Filho de Deus, que recebeu o nome de Jesus (“Jesus” quer dizer “Deus Salva”). É o ponto alto da revelação, em que Deus se mostra ao ser humano como nunca havia feito até então.
É O DIA DOS PRESENTES?
Não. O Natal é uma festa que vai além dos presentes. Tem pouco sentido dar e receber presentes se antes não acolhemos o maior de todos os presentes: o Filho que se faz um de nós, para nos salvar.
E POR QUÊ PRESENTEAR?
Eles são um sinal do grande presente que é Jesus. Porque Deus nos presenteia com o seu Filho, nós trocamos presentes entre nós. Assim os nossos presentes humanos recordam e celebram o presente divino.
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