Cesta básica sobe e fica R$ 30 mais cara


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O valor da cesta básica tem pesado no bolso do consumidor de Franca. No período de um ano, o preço médio da cesta com produtos de primeira necessidade subiu 22,87% e alcançou a segunda maior alta em 24 meses. Em novembro de 2006, os 13 produtos que compõem a alimentação básica custavam R$ 131, 96. Neste ano, a mesma lista atingiu o preço de R$ 162,14, uma diferença de R$ 30,18. Os dados são de recente pesquisa divulgada pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef. A cesta básica mais cara dos últimos dois anos foi vendida em outubro último, quando ela chegou a custar R$ 163,93. Um mês depois, houve uma redução de 1,09%. Apesar da alta de um ano para o outro, fazer compras em Franca é bem mais barato que em algumas cidades do mesmo porte, como Bauru. Pesquisa semelhante mostra que o valor da cesta básica naquela cidade em novembro, tomada pelos seus preços mínimos, fechou em R$ 210,96. Em relação a São Paulo, a cesta de Franca também está mais barata, mas a variação sofrida ao longo do ano (janeiro a novembro) tem percentuais semelhantes: 12,6% para o interior e 12,87% para a capital. Mas o valor ainda é considerado alto se comparado aos preços praticados em capitais brasileiras como Fortaleza, no Ceará e Salvador, na Bahia. A dona de casa Francisca Leite, 42 anos, disse que, para ela, a alta pesou no bolso. “No início do ano, com R$ 100, conseguia fazer uma boa compra, o suficiente para uns quinze dias. Hoje, quando muito, com esse mesmo valor, consigo comprar comida e produtos para uma semana. Está tudo mais caro”. OS VILÕES DO AUMENTO Os produtos que mais contribuíram para o aumento em Franca nos últimos 12 meses foram a batata, seguida do feijão e da manteiga. Para o professor de economia e diretor do Ipes, Hélio Braga Filho, as altas podem ter uma explicação. “Os produtos que compõem a cesta são sazonais e isso interfere nos preços praticados ao longo do ano, no entanto é preciso analisar melhor a pesquisa para explicar o porquê do aumento”. De acordo com ele, problemas com safra, influências climáticas e aumento das exportações são fatores que impulsionam o aumento dos preços. No caso do feijão, uma das possíveis justificativas foi que a safra ficou prejudicada devido à falta de chuvas. A estiagem também afetou a plantação de batata e a produção de leite. “Com a baixa produção, volta a valer a máxima lei da economia: a da oferta e procura. Quando a oferta é escassa, os preços sobem mesmo. Não tem jeito”, disse. Na pesquisa realizada pelo Ipes em 2006, na qual os dados eram comparados com o ano anterior, a variação de preços sobre os mesmos produtos foi de 5,52%. Em novembro de 2005, a cesta básica em Franca custava R$ 125,06.

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