As mulheres deixaram sua marca na corrida de São Silvestre só em 1975, 51 anos depois da criação da prova. Naquele ano, houve a primeira participação feminina, em comemoração ao Ano Internacional da Mulher. Agora, a maratonista Adriana Cândido de Souza, 33, de Franca, é quem quer deixar seu nome na história da disputa mais tradicional do Brasil e que atrai competidores de dezenas de países.
No próximo dia 30, Adriana viaja para São Paulo a fim de largar para a prova no dia 31, defronte ao Masp, às 16h30. A elite masculina corre a partir das 16h45.
A corredora deverá ser a única mulher de Franca na elite de largada da São Silvestre. Essa conquista não é para menos.
Adriana é a 13ª no ranking de maratonas da Confederação Brasileira de Atletismo. Além disso, conseguiu neste ano terminar a maratona de Porto Alegre em 5º lugar, foi sexta colocada na meia maratona de São Paulo Corpore e conquistou uma segunda colocação nas provas de 10 km de Passos (MG) e Jardinópolis.
O que Adriana lamenta é uma lesão sofrida durante os Jogos Regionais deste ano no músculo tibial. Essa contusão minou com a melhora de seu rendimento e conseqüentemente sua confiança em um resultado favorável na prova de dezembro em São Paulo. "Não estou muito bem. Não como no ano passado, porque me machuquei. Faço fisioterapia desde agosto e fiquei 40 dias sem correr nada", explicou.
Para recuperar este período de estagnação, Adriana tem corrido pelo menos duas horas por dia, de segunda a domingo. "Praticamente treino pela manhã e à tarde, todos os dias", confirmou.
Para ela, a maior meta na São Silvestre é ficar entre as dez melhores corredoras. Devido à lesão sofrida no meio do ano, Adriana disse acreditar que nesta 83ª edição da corrida, conquistar esse objetivo ainda é um sonho distante. "Estou em recuperação e tenho certeza que entre as 30 primeiras eu consigo ficar. É a superação que pode ajudar, mas só verei na hora da corrida", disse.
A maratonista começou a participar da São Silvestre em 1996. "Corri apenas por participar naquela época", lembrou ela. A segunda vez que Adriana voltou a correr foi em 2003 e ela chegou em 24º lugar. No ano passado, só não disputou a prova porque as inscrições para o pelotão de elite terminaram por volta de novembro e não houve tempo para fazê-lo. "Hoje só corro e tenho um patrocinador, o que me ajuda a buscar resultados", finalizou.
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