O lado negativo do esporte


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Nos últimos tempos o assunto dopagem ganhou destaque. Os "casos" Rebeca Gusmão e Romário juntaram-se aos outros, principalmente do futebol. Nada menos que 17 jogadores foram pegos nos exames nestes últimos tempos. Teve de tudo, cocaína, maconha, estimulante e drogas de difícil diagnóstico. O que todos têm que fazer é trabalhar no sentido de que os jogadores, os nadadores, todos os atletas, enfim, entendam os problemas das drogas. Algo que deve partir das confederações, federações e clubes. Nestes, a figura do treinamento é importante, assim como a do médico. O problema é da sociedade e esta tem que reagir forte, de maneira constante e severa. Não nos interessa que isto é um problema mundial, temos que tratar da nossa casa. Outro lado negativo é o que mostra casos de pedofilia nas equipes de base dos principais clubes. Os treinadores que trabalham nestas categorias têm que ser analisados. Contratações que acontecem para atender apenas aos desejos pessoais de alguns podem gerar problemas de difícil solução e amplitude muito além do imaginável. O problema de pedofilia nessa área, e que atinge jovens em início de careira, é grave. Acredito que os clubes podem evitar isso. Recentemente, o Corínthians tomou enérgicas posições nesse sentido e poderia servir de exemplo a muitos outros. Todos, na verdade, deveriam tomar as mesmas precauções. Dopagem e pedofilia fazem parte do lado negativo do esporte. GIGANTISMO Para quem não conhece os números gigantescos dos Jogos Olímpicos, vamos a alguns deles. Nada menos do que 300 cerimônias de entrega de medalhas são realizadas em 16 dias. Comparecem aos jogos, mais de 11 mil atletas, além de 3 mil membros de comissões técnicas. São 38 locais para 28 esportes (foi assim na Grécia), 22 mil jornalistas (rádio, TV e jornal), 47 mil voluntários trabalhando diretamente na competição. SUNTUOSIDADE Não citei qualquer número de custos, mas o que aconteceu aqui, durante o Pan- Rio, em escala menor, dá uma idéia da grandiosidade da competição olímpica. A suntuosidade que nos chega de Pequim, na China, mostra que todos os números até hoje serão pequenos perto do que se está gastando por lá. Os ingleses trabalham com vistas aos Jogos de 2012, em Londres. Um país, qualquer um, que queira sediar os Jogos Olímpicos - e o Brasil pretende o de 2016 - tem de começar a trabalhar muito tempo antes. NOME FAMOSO Dezessete times, seleção principal, seleção olímpica, estão no currículo desse fluminense de Nova Iguaçu, nascido em 1952, Vanderley Luxemburgo da Silva. Ele é vitorioso e ninguém discute suas qualidades. No momento, Luxemburgo tem planos bem elevados para a sua carreira: Escola de Futebol, Dirigente Esportivo. Para quando acontecerá tudo isso? Segundo Vanderlei, já está acontecendo. O homem de títulos em clubes por onde passou é o mais cotado técnico do mercado, mas é caro para muitos clubes. INSPEÇÃO Começaram as visitas de técnicos em Engenharia aos estádios do Recife. O Arruda passou por uma vistoria rigorosa e parece que muitos são os problemas. Serão visitados também os estádios do Sport e do Náutico. Isso é bom para o torcedor, é bom para o clube e, principalmente, para o futebol. Não podemos colocar em risco a vida de ninguém que ama o futebol e quer ir aos estádios. MARTÍRIO MOSQUETEIRO Quando sair a tabela do Brasileirão, Série B, depois dos estaduais, é preciso saber onde jogará o Corínthians. Em pequenos estádios não vai dar. Esse cuidado terá que ser observado pelos organizadores. FRACASSO ALVIVERDE Caio Júnior teve três campeonatos para tentar ganhar um título em 2007, mas fracassou. E ao menos que o clube consiga contratar Luxemburgo ou Luiz Felipe Scolari, qualquer um que chegar para dirigir o time em 2008 carregará o mesmo fardo que o ex-comandante não suportou. Dos 52 treinadores que passaram pelo Parque Antarctica nos últimos 30 anos, apenas os dois fizeram a torcida gritar "é campeão". EXCEÇÕES As exceções foram Flávio Teixeira, o Murtosa, fiel escudeiro de Scolari até os dias de hoje na seleção portuguesa, que levou o Palmeiras ao título da Copa dos Campeões, em 2000, quando substituiu interinamente seu tutor. E Jair Picerni, que conduziu a equipe de volta à elite nacional ao conquistar a Série B em 2003. DUDU O levantamento também não levou em conta torneios amistosos, como a Copa Kirin, que o time celebrou em 1978 sob a batuta de Jorge Vieira, e a Copa Euro-América, em 1991, quando Dudu guiou o grupo ao primeiro lugar. Por sinal, foi ele também quem levou o clube ao último título "nobre"`, o Paulista de 1976.

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